Basileia 3 dá igualdade de condições aos bancos, diz Geithner

Para secretário do Tesouro, instituições financeiras dos EUA vão conseguir cumprir as novas regras por meio de lucros futuros, sem prejuízo à recuperação econômica

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de setembro de 2010 | 14h08

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou aos legisladores federais que os novos padrões bancários internacionais determinados recentemente pelo acordo chamado Basileia 3 vão estabelecer uma igualdade de condições para os bancos. Segundo Geithner, as instituições financeiras dos EUA vão conseguir cumprir as novas regras por meio de lucros futuros, sem prejuízo à recuperação econômica.

Depois do início da crise de crédito, o governo norte-americano forçou os bancos dos EUA a aumentarem suas reservas de capital. Além disso, neste ano o governo aprovou uma ampla legislação - chamada de Ato Dodd-Frank - que reestruturou fundamentalmente a regulamentação da indústria financeira do país.

Bancos ao redor do mundo não tiveram a mesma exigência até agora, mas o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia chegou a um acordo na semana passada sobre novas regras que o G-20 espera aprovar oficialmente em novembro.

"O acordo alcançado em Basileia na semana passada, junto com o Ato Dodd-Frank, vai reduzir significativamente a probabilidade e a gravidade de futuras crises financeiras e isso vai ajudar a proteger os contribuintes por meio da limitação da tomada de riscos pelas instituições financeiras", disse Geithner em depoimento preparado para ser feito aos legisladores dos EUA.

O secretário afirmou que o acordo Basileia 3 vai tornar o sistema financeiro mais estável e resistente e "vai ajudar a estabelecer um campo de jogo mais nivelado em todo o mundo".

O acordo Basileia 3 mais do que triplica as exigências de capital para os bancos, cria definições mais rígidas e conservadoras para o que será permitido usar como reserva de capital, estabelece padrões de liquidez mais duros e cria um limite para a proporção de ativos dos bancos que poderão alavancados nos mercados.

Geithner afirmou que os bancos dos EUA estão, em boa parte, à frente de seus pares internacionais com relação ao cumprimento das novas regras e deverão ser capazes de atender às exigências com o uso de lucros futuros, protegendo a atual recuperação econômica.

As informações são da Dow Jones. 

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