Bayer busca crescer na área de medicamentos no Brasil

Embora a Bayer seja conhecida pelos brasileiros pelos medicamentos, mais da metade da receita de R$ 3,9 bilhões da companhia no País vem do setor de defensivos agrícolas. A empresa pretende aproveitar a ascensão da classe C para aumentar a fatia da área médica em seu faturamento. O objetivo, diz o presidente da Bayer no Brasil, Theo van der Loo, é equalizar a importância das divisões - remédios, agricultura e materiais - em um terço.

AE, Agencia Estado

31 de maio de 2011 | 09h23

A busca desse equilíbrio, afirma o executivo, reduzirá a volatilidade dos negócios da empresa alemã no Brasil. ?Na agricultura, ficamos reféns do preço das commodities. Quando está bom, vamos bem. Do contrário, somos afetados?, diz Van der Loo. No ano passado, a Bayer teve desempenho modesto no Brasil: o faturamento subiu somente 2% em relação a 2009. O resultado ficou bem abaixo do desempenho geral da economia, que teve expansão de 7,5% em 2010.

O executivo, que assumiu a direção da operação brasileira em janeiro deste ano, tem expectativas mais otimistas para este ano, prevendo uma expansão das operações nacionais entre 8% e 10%. Embora o Brasil seja considerado hoje na Bayer o mercado número dois em termos de crescimento - atrás somente da China -, a companhia é conservadora em relação a investimentos. Os R$ 170 milhões previstos para 2011 superam o total aplicado no ano passado em 6% - uma evolução em linha com a inflação.

Segundo o executivo, a companhia é cuidadosa ao definir investimentos no País por causa dos altos custos do mercado brasileiro. Por causa do real valorizado, os custos de abrir uma unidade no País seriam equivalentes aos de unidades europeias - um entrave para investimentos mais significativos em produção local. No entanto, apesar dos resultados de 2010, o potencial de vendas no Brasil é visto com otimismo: a receita local deve passar a auferida no Japão nos próximos dois anos, fazendo do País o quarto maior mercado mundial para a Bayer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.