BB congela expansão internacional e foca infraestrutura

O Banco do Brasil (BB) congelou seus planos de expansão internacional, tendo em vista as incertezas sobre as condições econômicas globais e domésticas. Enquanto isso, um foco importante neste ano para os negócios de atacado do banco é emprestar para empresas que estão construindo projetos de infraestrutura em áreas como petróleo e gás, energia elétrica, rodovias e construção naval.

Agencia Estado

27 de agosto de 2013 | 16h46

O BB espera que os empréstimos para projetos de infraestrutura atinjam R$ 88,4 bilhões neste ano, quase o dobro do valor do fim do ano passado, afirmou Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do banco, em entrevista à Dow Jones Newswires. Até 2018, o valor deve alcançar R$ 147,2 bilhões. "O Brasil terá vários novos projetos de infraestrutura nos próximos anos e queremos ser parte desse movimento", disse o executivo.

"Nosso apetite (por expansão internacional) não diminuiu, estamos apenas sendo mais prudentes. Para este ano, posso dizer que é bastante difícil imaginar o anúncio de uma aquisição pelo banco", afirmou Caffarelli. As operações internacionais do BB, que corresponderam a apenas 1% da receita em 2009, cresceram para 11% atualmente e, de acordo com o executivo, provavelmente alcançarão 16% até 2018.

Qualquer expansão internacional continuaria concentrada nos Estados Unidos e na América do Sul - principalmente Colômbia, Chile e Peru - e teria como base o fornecimento de serviços para brasileiros que vivem em outros países e empresas brasileiras com operações no exterior, informou o executivo.

No Brasil, o BB tem ampliado os empréstimos, mesmo enquanto a economia perde força, em uma estratégia destinada a aumentar a fatia de mercado em um momento em que concorrentes do setor privado estão tomando uma posição mais conservadora. A estratégia gerou lucros maiores, mas alguns críticos acreditam que o banco pode estar acumulando problemas para o futuro.

Isso é veementemente negado pelo banco. Caffarelli afirmou que, apesar da rápida expansão da carteira de crédito - que subiu quase 26% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado -, a taxa de inadimplência deverá permanecer nos atuais níveis baixos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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