BB: queda dos preços agrícolas reduz margens do banco, diz diretor

São Paulo, 29 - O diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara, disse hoje que a queda nos preços agrícolas e a alta no valor dos insumos importados deve provocar uma queda nas margens do banco, já que o agronegócio forma 36,5% da carteira de financiamentos da entidade. Ainda assim, acredita o executivo, não deve haver comprometimento da liquidez. O agronegócio é a melhor carteira do banco, com menos de 1% de inadimplência. Alcântara afirmou que a demanda por recursos do BB para plantio tem sido mais alta do que o usual, sobretudo por conta da diminuição do crédito privado (as tradings reduziram as compras antecipadas). Segundo ele, a demanda global de crédito agrícola no País é de R$ 100 bilhões, mas os recursos do banco são suficientes para cobrir cerca de 45% da demanda. Diante da redução do crédito privado, disse Alcântara, o BB avalia a possibilidade de criar programas com recursos da poupança do BB, a taxas de 16% ao ano) e do CPR, um mecanismo de comercialização rural, a 1,7% ao mês.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2004 | 17h43

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