BB registra inadimplência de 3,3% no 4º trimestre

O Banco do Brasil (BB) registrou no quarto trimestre de 2009 uma inadimplência de 3,3%, ante 2,4% de igual período do ano anterior e 3,6% do terceiro trimestre. Esses números consideram os atrasos superiores a 90 dias e as incorporações da Nossa Caixa e da participação no Banco Votorantim. A instituição federal destaca que o pico de inadimplência no banco foi registrado em agosto e a partir desta data os atrasos apresentam reduções.

ANA PAULA RIBEIRO, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2010 | 10h29

O BB atribuiu a melhora nos índices de inadimplência à estratégia de concentrar as operações de empréstimos em modalidades de menor risco, como o crédito consignado. Considerando as operações para a pessoa física exclusivamente do BB (sem Nossa Caixa e Votorantim), a taxa de inadimplência no quarto trimestre foi de 4,8%, ante 5,2% do índice de atrasos registrado no terceiro trimestre e dos 5,8% do quarto trimestre de 2008.

O BB estima que a carteira de crédito da instituição apresentará em 2010 uma expansão entre 18% e 23%, já contemplando a incorporação da Nossa Caixa e de 50% do Banco Votorantim. O maior avanço deverá ocorrer nas operações destinadas à pessoa física, que possuem um crescimento estimado entre 27% e 32%. Para a carteira das pessoas jurídicas, a projeção é de um avanço entre 16% e 21%. Já o crédito para o agronegócio deverá apresentar no ano uma expansão entre 4% e 9%. As provisões para crédito de liquidação duvidosa devem crescer entre 4,4% e 4,8% em 2010, segundo o banco.

Crédito consignado

Os empréstimos com desconto em folha de pagamento, o crédito consignado, foram as operações que mais contribuíram para o crescimento da carteira do Banco do Brasil. Essas operações totalizavam ao final de dezembro R$ 36,514 bilhões, valor que representa um crescimento de 107,2% na comparação com igual mês de 2008 e de 7,5% em relação ao trimestre anterior. A carteira de crédito total do BB apresentou em 2009 um avanço de 33,8%.

A carteira do BB considera as operações da Nossa Caixa e da participação de 50% no Banco Votorantim, que não eram contabilizadas em dezembro de 2008. Por essa razão, as operações de financiamento de veículos, um dos carros chefes do Votorantim, apresentaram grande crescimento no resultado consolidado do BB. Essa modalidade somava ao final de dezembro R$ 20,738 bilhões, um crescimento de 209,8% em 12 meses e de 7,7% na comparação com o trimestre anterior.

As operações destinadas à pessoa física totalizaram R$ 91,791 bilhões, um crescimento de 88,1% no ano e de 7,1% no trimestre. Contabilizando apenas a carteira do BB (ou seja, excluindo Nossa Caixa e Votorantim), o estoque de empréstimos para a pessoa física era de R$ 63,585 bilhões, valor que representa um crescimento de 30,3% em relação a dezembro de 2008 e 8,2% em relação a setembro do ano passado.

Na pessoa jurídica, a carteira chegou em dezembro a R$ 125,336 bilhões, crescimento de 29% em 12 meses e de 7,1% no trimestre. Ao excluir Nossa Caixa e Votorantim, o total de empréstimos para esse segmento ao final do ano passado era de R$ 113,336 bilhões, crescimento de 16,6% em relação a igual mês de 2008 e de 8% na comparação com o final do terceiro trimestre.

A carteira de crédito total do conglomerado do BB chegou a R$ 300,829 bilhões em dezembro, um crescimento em 12 meses de 33,8% e de 5,4% no trimestre. No entanto, ao retirar o crédito concedido pela Nossa Caixa e Votorantim, o total de empréstimos passa a ser de R$ 259,840 bilhões, avanço de 15,6% no ano e de 5,8% no trimestre. Segundo o Banco Central (BC), o crédito em 2009 em todo sistema financeiro apresentou expansão de 14,9%.

Basileia

O índice de Basileia do Banco do Brasil (BB) era de 13,9% ao final de dezembro, acima dos 13% registrados no terceiro trimestre e abaixo dos 15,2% de igual período de 2008. Segundo o banco, a elevação do indicador no trimestre permite a expansão das operações de crédito em R$ 104,6 bilhões. A Basileia mede a capitalização de uma instituição financeira. No Brasil, o total de patrimônio deve corresponder, em média, a no mínimo 11% dos empréstimos. Quanto maior o índice de Basileia, maior a capacidade de concessão de crédito do banco.

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