BB vai abrir agência na favela da Rocinha

O Banco do Brasil terá agências nas regiões mais pobres do Rio de Janeiro. A Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, e a favela da Rocinha, na zona sul, serão as primeiras beneficiadas pelo projeto de expansão do BB em regiões carentes, segundo a Agência Brasil.

AE, Agencia Estado

20 de setembro de 2010 | 16h45

Depois de abrir essas duas agências, o BB planeja se instalar em outras comunidades carentes do Rio. Outro projeto é chegar a todos os 92 municípios do Estado no prazo de quatro anos. Para isso, estão previstas 100 novas agências, que se somarão às 262 já existentes.

Em agosto, quando divulgou o balanço do segundo trimestre, o presidente do BB, Aldemir Bendine, disse que a meta do banco era abrir 2 mil agências nos próximos quatro anos. O objetivo é chegar a todos os municípios brasileiros.

Outros grandes bancos também resolveram se expandir para locais onde boa parte da população não tem acesso a bancos, de olho no processo de bancarização. Em maio deste ano, o Santander abriu um agência no Complexo do Alemão, no Rio, onde vivem 140 mil pessoas. O banco exige renda de um salário mínimo para abertura de uma conta corrente.

Em 2009, o Bradesco, que já tinha uma agência na favela da Rocinha, abriu uma unidade em Heliópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, onde moram 120 mil pessoas. Em entrevista recente, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que essa agência tem tido forte volume de atendimento ao público e conta até com nove clientes "prime" (segmento do banco para pessoas de alta renda). A meta do banco é abrir pontos de atendimento no morro do Cantagalo, no Rio, e na favela de Paraisópolis, em São Paulo.

A estratégia dos bancos, além de oferecer produtos típicos como crédito, cheque e conta corrente, é também vender seguros a preços mais baixos. O Bradesco vende nas favelas um seguro de morte acidental que custa R$ 3,50 por mês e cobre até bala perdida.

Tudo o que sabemos sobre:
bancosfavelaBBRocinhaCidade de Deus

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.