BC ainda não venceu a guerra contra a inflação, diz Aldo

Segundo diretor de Política Monetária da instituição, altos preços das commodities e 'intenso' fluxo de capital para o país geraram desafios de curto prazo para o BC

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 13h59

O Banco Central do Brasil afirmou nesta terça-feira, 28, que ainda não "venceu a guerra" contra a inflação, mas está confiante de que a taxa de inflação vai voltar para sua meta de 4,5% até o fim do próximo ano. Os altos preços das commodities e o "intenso" fluxo de capital para o país geraram desafios de curto prazo para o BC, disse o diretor de Política Monetária, Aldo Mendes, a repórteres em São Paulo.

Embora a inflação sazonal tenha diminuído, "nós sabemos que este é o momento do ano que tem inflação baixa", afirmou Mendes. "Isso não significa que nós vencemos a guerra para colocar a inflação na meta. Nós entendemos que essa batalha vai continuar e o BC está trabalhando para levar a inflação para a meta em 2012", acrescentou.

A recuperação econômica global ainda está frágil e cria "grandes incertezas" para a economia do Brasil. O crescimento dos EUA tem sido mais lento do que o BC calculou no começo deste ano. Na Europa, enquanto isso, a crise de dívida da Grécia permanece, embora o BC espere que a Europa encontre uma solução e não veja risco de contágio, afirmou Mendes.

Domesticamente, a economia deverá crescer em um nível "sustentável e forte", disse Mendes. Isso vai criar muitas oportunidades para investimento, especialmente nos campos de petróleo do pré-sal e na infraestrutura.

Esse interesse de investimento, no entanto, tem desestabilizado a moeda do Brasil, com a demanda impulsionando o real para perto das máximas recordes diante do dólar. O BC age quase diariamente no mercado à vista e realiza frequentes leilões de swap reverso para controlar o avanço do real.

O BC, porém, não tem uma meta para taxa de câmbio, reiterou Mendes. A ação do banco no mercado de câmbio externo é destinada meramente a fornecer liquidez, disse Mendes. As informações são da Dow Jones.

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