BC aumenta projeção de déficit em conta corrente para US$ 75 bilhões

Outra alteração relevante foi a da balança comercial, que deve ter saldo positivo de US$ 7 bilhões em 2013, ante expectativa anterior de superávit de US$ 15 bilhões 

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

21 de junho de 2013 | 11h44

BRASÍLIA - O Banco Central apresentou há pouco uma forte rodada de revisões para os dados do setor externo em 2013. Uma das mudanças mais importantes foi a previsão para o déficit em conta corrente este ano, que passou de US$ 67 bilhões em março para US$ 75 bilhões agora.

Outra alteração relevante foi a da balança comercial, que deve ter saldo positivo de US$ 7 bilhões em 2013, ante expectativa anterior de superávit de US$ 15 bilhões.

Grande parte dessa revisão é explicada pela mudança da estimativa da autoridade monetária para as exportações em 2013. Se em março a previsão era de saldo US$ 264 bilhões, agora é previsão é de US$ 248 bilhões.

O BC também promoveu ajustes de projeções para os gastos de brasileiros com viagens no exterior, que devem ser de US$ 16,7 bilhões e não mais de US$ 16,3 bilhões.

O Banco Central aumentou também sua projeção para os gastos com juros em 2013 passando de US$ 12 bilhões para US$ 13 bilhões.

Já para a saída de lucros e dividendos em 2013, o BC não promoveu mudanças e espera que um saldo de US$ 30 bilhões.

Para o Investimento Estrangeiro Direto (IED), a expectativa de US$ 65 bilhões aguardada em março se manteve agora, tornando a distância para cobertura das transações correntes ainda maior.

No caso dos investimentos estrangeiros em ações, o BC manteve a previsão de US$ 10 bilhões. Para investimentos em renda fixa, a estimativa teve um salto de US$ 5 bilhões para US$ 12 bilhões.

O déficit nas transações correntes previsto pelo Banco Central para 2013 desde 2001 na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) e é maior da série em valores absolutos. O BC revisou sua projeção para o resultado negativo de US$ 67 bilhões (2,77% do PIB) para US$ 75 bilhões (3,22% do PIB). Em 2001, o resultado foi de 4,19%.

Em relação ao Investimento Estrangeiro Direto (IED), o BC manteve a previsão de ingresso de US$ 65 bilhões. Em relação ao PIB, passou de 2,68% para 2,79%. Se os dados forem confirmados, será a primeira vez desde 2001 em que o IED não é suficiente para cobrir o rombo nas contas externas.

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