BC da Inglaterra vê maior probabilidade de novas medidas de estímulo

Membros do BOE também afirmaram que as perspectivas de crescimento no segundo semestre deste ano se deterioraram

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de setembro de 2010 | 09h16

Vários formadores de política do Banco da Inglaterra (BOE) viram em setembro uma maior probabilidade de terem de implementar mais estímulos para manter a economia britânica em crescimento. Foi o que mostrou a ata da última reunião de política monetária do BOE, divulgada nesta quarta-feira, 22

Embora a maioria das autoridades tenha favorecido a manutenção da política monetária, "para alguns dos membros, a probabilidade de que mais ação futura seja necessária para estimular a economia e manter a inflação no caminho para atender à meta de médio prazo vem aumentando", disse a ata do BOE.

Esses "membros acharam que acontecimentos recentes indicaram que os obstáculos para a recuperação na demanda do setor privado do Reino Unido e internacional foram de certa forma mais fortes do que o esperado e que os riscos baixistas para a atividade cresceram".

Os membros do BOE também afirmaram que as perspectivas de crescimento no segundo semestre deste ano se deterioraram, enquanto o risco imposto pela inflação continuadamente alta - que ficou acima da meta de 2,0% do banco central em 41 dos últimos 50 meses - não mudou substancialmente nas últimas semanas.

Oito membros do BOE votaram pela manutenção da taxa de juros em 0,5%. Mais uma vez, Andrews Sentance foi o único a votar a favor de uma elevação da taxa para 0,75%. Os membros votaram unanimemente para manter o programa de compra de bônus pelo BOE em 200 bilhões de libras.

Ao invés de a visão de Sentance ganhar tração, a ata indica mudança para um viés baixista nas opiniões dos integrantes do BOE. "As minutas da reunião de setembro sugerem que os argumentos propostos pelos defensores de uma taxa de juros baixa no comitê estão ganhando maior aceitação entre os outros membros", afirmou Samuel Tombs, economista da Capital Economics.

"A ata do BOE mostrou claros paralelos com o Federal Reserve", observou James Knightley, economista do ING Bank. "Se a tendência da recuperação global virar para pior, está claro que o BOE está preparado para tomar mais medidas", disse. Ontem o Fed, banco central dos EUA, afirmou que está pronto para fornecer estímulos adicionais se isso for necessário para ajudar na recuperação.

As informações são da Dow Jones. 

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