BC do Equador pede que população não saque dinheiro dos bancos

Diego Borja pediu calma; país enfrenta onda de protestos da polícia após governo enviar ao Congresso uma nova lei do serviço público que cortará benefícios dos policiais e militares

Reuters,

30 de setembro de 2010 | 14h37

O presidente do Banco Central do Equador, Diego Borja, pediu calma nesta quinta-feira, 30, dizendo à população que não saque seu dinheiro dos bancos, em meio a um protesto da polícia que o deixou país sem segurança.

"O pior que poderia ocorrer neste momento é entrar em pânico, sacar dinheiro, colocar-se em risco porque saem do banco e podem ser assaltados", disse Borja.Com o protesto de policiais, foram registrados alguns roubos em bancos nas últimas horas.

 Petroecuador

A estatal petrolífera Petroecuador disse que todas as suas unidades estão operando normalmente, apesar dos generalizados protestos da polícia e de parte dos militares contra o governo. Um porta-voz da companhia afirmou que todas as instalações, incluídas refinarias, oleodutos e poços petrolíferos, estão sob a proteção das forças armadas.

Mais cedo, a Polícia Nacional do Equador e militares da Força Aérea iniciaram protestos e uma greve contra o governo do presidente Rafael Correa, após o governo ter enviado ao Congresso uma nova lei do serviço público que cortará benefícios dos policiais e militares. Outros funcionários públicos e estudantes se juntaram aos protestos, que se espalharam pelo país. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 14h59)

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