BC pode intervir para dar liquidez ao mercado de câmbio, diz Tombini

Presidente do BC disse que ao final do ano há, tradicionalmente, uma oferta menor de dólares e uma demanda maior; ele reforçou que não existe banda formal ou informal de câmbio

Reuters

22 de novembro de 2012 | 10h59

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira que, se for preciso, o órgão pode intervir no mercado de câmbio para prover maior liquidez, já que é comum no final do ano ocorrer uma menor oferta de dólares.

"Ao final do ano, (existe) tradicionalmente uma oferta menor de dólares, uma demanda talvez maior de dólares, o movimento que tendo historicamente se reverte logo no início do ano... Se preciso for, interviremos também na questão de provisão temporária de liquidez na virada do ano", afirmou ele.

Ele também destacou que não há "qualquer banda formal ou informal" ou "objetivo" sobre o câmbio, que continua flutuante. Mas ressaltou que a autoridade monetária continuará tomando precaução para evitar que o Brasil seja alvo de especulações.

Segundo Tombini, que participa de audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, o BC "está pronto, sempre pronto" para atuar no mercado.

A fala de Tombini ocorre num momento que o mercado testa a banda informal do dólar a R$ 2,10, após a moeda ter subido mais de 3% só neste mês. Apesar do "aviso" do presidente do BC, a moeda americana voltou a subir nesta sexta-feira. Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou alta de 0,14% no balcão, cotado a R$ 2,0970.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegaram a dar declarações neste semana que levaram o mercado a acreditar que o governo toleraria o dólar acima de R$ 2,10.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegaram a dar declarações neste semana que levaram o mercado a acreditar que o governo toleraria o dólar acima de R$ 2,10.

"Não temos no país qualquer objetivo de câmbio, estamos com câmbio flutuante e nós sempre tomaremos precauções para evitar que o Brasil seja uma praça de desvalorização de importantes moedas contra a nossa moeda. A presidente Dilma recentemente mencionou esse fato", afirmou ele.

Tombini também reafirmou que a economia brasileira já acelera neste semestre e que a expectativa é de um ritmo mais intenso em 2013, apoiada em importantes fatores de sustentação da demanda, como emprego, renda e crédito.

(Reportagem de Tiago Pariz)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.