BC projeta crescimento de 4,5% para o PIB em 2011

BC trabalha com uma expansão de 7,4% na Formação Bruta de Capital Fixo, de 4,8% no consumo das famílias e de 2,4% no consumo do governo em 2011

Fábio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 09h09

O Banco Central projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. A previsão consta do Relatório Trimestral de Inflação relativo ao quarto trimestre divulgado hoje. No documento, a estimativa para o crescimento da economia em 2010 manteve-se em 7,3%, exatamente como estimado na edição do relatório do terceiro trimestre.

O BC explica que parte do forte crescimento de 2010 é reflexo, ainda, do "efeito do carregamento estatístico decorrente das taxas de crescimento verificadas no segundo semestre de 2009". Sobre a taxa mais fraca em 2011, o "comitê avalia que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo".

Na nova projeção de crescimento de 4,5% do PIB em 2011, divulgada hoje, o Banco Central trabalha com uma expansão de 7,4% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que é o nome técnico dado para os investimentos na economia. A autoridade monetária prevê ainda alta de 4,8% no consumo das famílias e de 2,4% no consumo do governo em 2011. Para as exportações, a previsão é de alta de 8,3% e, para as importações, de alta de 11,9%.

No lado da oferta, o BC trabalha com expansão de 0,5% para a agropecuária em 2011, alta de 5,4% para a indústria, e de 4,2% para os serviços.

Para 2010, o BC manteve a expectativa de alta de 7,3% para o PIB. No lado da demanda, a previsão é de alta de 20,9% para os investimentos, de 6,8% para o consumo das famílias, de 3,9% para o consumo do governo, de 10,3% para as exportações e de 34,3% para as importações. Pela ótica da oferta, o BC prevê expansão de 7,5% para a agropecuária, de 10,2% para a indústria e de 5,4% para os serviços. (Fabio Graner e Fernando Nakagawa)

Inflação

A previsão oficial do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu no relatório divulgado hoje. A estimativa central no cenário de referência subiu de 4,6% para 5%. Para o IPCA no ano de 2012, o BC divulgou hoje a primeira estimativa, que está em 4,8%.

As estimativas foram construídas pelo BC no cenário de referência que prevê manutenção da taxa de câmbio constante em R$ 1,70 por dólar e a taxa Selic em 10,75% ao ano. No relatório anterior, de setembro, as estimativas haviam sido construídas com câmbio de R$ 1,75 por dólar e juro básico de 10,75%.

Também subiu a previsão do BC para a inflação que leva em conta as previsões dos analistas para uma série de indicadores, no chamado cenário de mercado. Para 2011, o IPCA avançou de 4,6% para 4,8%. Para 2012, foi construída pela primeira vez a estimativa para o índice, de exatos 4,5%. Nesse cenário, o BC constrói as estimativas de aumento de preço conforme as estimativas para o dólar e juro no horizonte das previsões. O câmbio esperado para o fim de 2011, por exemplo, é de R$ 1,75 por dólar e para o fim de 2012, de R$ 1,80.

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