BC viu necessidade de mitigar risco no crédito de consumo, diz diretor

Segundo o diretor de Assuntos Internacionais do BC, a dilatação demasiada dos prazos implicava aumento excessivo do risco

Sabrina Valle, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2011 | 14h07

O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, afirmou que a instituição identificou a necessidade de mitigar riscos em algumas modalidades de crédito ao consumo. Segundo ele, a dilatação demasiada dos prazos implicava aumento excessivo do risco. Awazu afirmou que as chamadas "medidas macroprudenciais" não atingiram as operações de crédito à pessoa jurídica nem tampouco o investimento produtivo que, segundo ele, vêm crescendo a um ritmo adequado, com estruturas de garantias adequadas.

"Não obstante ter como objetivo exclusivo assegurar a estabilidade do sistema financeiro, o Banco Central reconhece que tais medidas prudenciais afetam também a demanda agregada, contribuindo, de forma indireta, com os objetivos da política monetária", afirmou o diretor, lembrando que há dez anos o mercado de crédito representava menos de 25% do Produto Interno Bruto. Hoje, diz, representa quase metade do PIB, sendo um canal mais efetivo e potente de transmissão da política monetária.

"É esse em suma o contexto onde continuaremos a cumprir a missão institucional do Banco Central do Brasil, que é a de assegurar o poder de compra da moeda e manter um sistema financeiro sólido, eficiente e estável", disse ele durante seminário sobre cenários da economia realizado na Firjan, no Rio. Awazu substituiu o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que não pôde comparecer ao evento.

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