BCE anuncia nova injeção de liquidez adicional no mercado

Bolsas européias abrem pregão desta segunda-feira em alta impulsionadas pelos mercados asiáticos

Efe,

13 de agosto de 2007 | 06h32

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta segunda-feira, 13, que vai realizar um novo leilão de financiamento rápido para injetar liquidez adicional no eurossistema. A entidade monetária européia disse que com esta operação quer "apoiar o processo de normalização no mercado de dinheiro". As bolsas européias abriram o pregão em alta. Veja também:Após injeção do BC, Bolsa de Tóquio fecha em alta de 0,21%Volatilidade nos mercados deve continuar, dizem analistasJapão injeta dinheiro, mas Bolsa de Tóquio abre em baixaEntenda os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Veja o comportamento dos mercados Dólar sobe 1,3% e fecha no patamar mais alto desde junhoEx-diretor do BC avalia que intervenções são alerta  As bolsas européias começaram as operações desta semana em alta impulsionadas pelos mercados asiáticos e americanos. As principais se recuperaram parcialmente das perdas sofridas na semana passada. O índice EuroSTOXX 50, que agrupa os principais valores da zona do euro, operava em alta de 1,4%, até 4.219,56 pontos. O FTSE 100 de Londres subiu 1,9%, até 6.153 inteiros. O CAC 40 de Paris avançou 1,2%, até 5.515,59 inteiros. O DAX 30 de Frankfurt registrou alta de 1,1%, até 7.425,26 unidades, enquanto o Ibex-35 de Madri aumentou 1%, até 14.605 pontos. O BCE acrescentou que "as condições no mercado se normalizam e que o fornecimento de liquidez é abundante". Na semana passada, o banco europeu injetou no mercado do euro cerca de € 156 bilhões (US$ 213,72 bilhões), com diferentes vencimentos. Na sexta-feira passada, o BCE forneceu € 61,05 bilhões (US$ 83,333 bilhões), com um vencimento de três dias e a um juro variável, num segundo leilão de financiamento rápido. O BCE precisou que com esta operação de ajuste fino para fornecer liquidez queria assegurar condições ordenadas no mercado de dinheiro do euro. A crise de hipotecas de alto risco americana abalou o mercado de dinheiro, o que obrigou vários bancos centrais a injetar liquidez de forma conjunta para evitar um colapso do sistema financeiro por escassez de liquidez. No mercado de dinheiro os institutos de crédito fazem empréstimos não só com os bancos centrais, mas também entre si. Devido ao nervosismo pela incerteza sobre o alcance da crise das hipotecas de alto risco americanas, muitas entidades de crédito européias assinalaram no domingo que não estão dispostas a emprestar dinheiro a seus concorrentes ao desconhecer se estão afetados.

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