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Marcos Arcoverde/Estadão
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Benjamin Steinbruch começa a vender ações da Usiminas detidas pela CSN

Siderúrgica comandada pelo empresário tentou comprar controle da concorrente há cerca de dez anos; órgão antitruste proibiu avanço; transação hoje movimentou R$ 1,3 bilhão

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2021 | 11h43

Depois de disputar o controle da Usiminas há cerca de dez anos, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), comandada pelo empresário Benjamin Steinbruch, começou a vender as ações que possui de sua concorrente mineira. Foram vendidas hoje, por meio de um leilão na Bolsa de Valores, 56 milhões de suas ações preferenciais, que são aquelas sem direito a voto, em uma transação que movimentou R$ 1.3 bilhão, apurou o Estadão. Essa é metade da posição de 20% que a CSN possui nas ações preferenciais da Usiminas.

Segundo fontes, a CSN se comprometeu, para executar essa venda, a não vender o restante das ações preferenciais por um período de 45 dias. Depois disso, uma nova venda deverá ser feira. A decisão da CSN, ao menos até aqui, é de manter as ações ordinárias, que têm direito a voto. No entanto, por decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a CSN não pode exercer seus direitos políticos, por se tratar de uma empresa concorrente.

O Cade, inclusive, já tinha determinado que a CSN deveria se desfazer das ações detidas da Usiminas. No entanto, por causa de uma período de grande desvalorização dos papéis da siderúrgica mineira, a companhia de Steinbruch conseguiu postergar o prazo. 

Nesse momento, contudo, mais de cinco anos depois de a Usiminas passar pela pior crise financeira de sua história, diante de uma briga a societária, as ações estão registrando forte alta. Em 12 meses, as ações preferenciais subiram mais de 400%, movimento impulsionado pela forte demanda por aço e do preço do produto em alta. Com isso, a venda foi feita no maior valor da história da Usiminas.

A CSN partiu em busca de bancos para fazer a venda na noite de quinta-feira, 6, comentou uma fonte. O Bank of America (Bofa)  levou a operação.

E esse não foi o primeiro desinvestimento da CSN neste ano. A siderúrgica vendeu uma fatia de sua unidade de mineração por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e colocou R$ 3,6 bilhões no caixa. Está ainda com bancos contratados desde o ano passado para a abertura de capital de sua unidade de cimentos. Procurada, CSN não comentou.

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