Berlusconi pode renunciar em breve na Itália, dizem jornais

Diários afirmaram que o premiê pode renunciar nos próximos dois meses, para abrir caminho para a realização de novas eleições no início de 2012

Danielle Chaves e Gabriel Bueno, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 09h04

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, considera a possibilidade de renunciar em breve, após garantir o necessário apoio do crucial aliado Umberto Bossi, da Liga Norte, para uma reforma no sistema previdenciário, informaram os jornais italianos La Stampa e La Repubblica nesta quarta-feira.

Um porta-voz de Berlusconi não estava disponível para comentar o tema. Porém os diários afirmaram que o premiê pode renunciar nos próximos dois meses, para abrir caminho para a realização de novas eleições no início de 2012.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, disse que a Itália precisa fazer todas as escolhas necessárias para controlar suas finanças, mas mantendo sua independência. O país é pressionado pelos parceiros da União Europeia para que controle suas contas.

Segundo Napolitano, Berlusconi deve revelar em breve "novas decisões de grande importância", citando uma frase do próprio premiê, mas sem explicá-la. O presidente não tem poderes legislativos, mas pode convocar eleições antecipadas, se necessário.

Reforma

A Itália pode enviar para a União Europeia uma carta do governo com detalhes sobre o pacote de reforma no país ou o primeiro-ministro Silvio Berlusconi pode entregar o documento pessoalmente na cúpula de líderes que será realizada hoje em Bruxelas, na Bélgica, afirmou um porta-voz do governo italiano.

"Nós não sabemos se a carta já foi enviada. Berlusconi pode levá-la pessoalmente", disse o porta-voz. Segundo duas pessoas com conhecimento do assunto, a Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, ainda não recebeu o documento, mas foi informada de que ele estava pronto e seria enviado para a cúpula.

Na cúpula do último domingo, Berlusconi prometeu enviar uma carta com diretrizes claras sobre as medidas econômicas que serão tomadas por seu governo ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, antes da cúpula de hoje.

As preocupações com a situação da Itália vêm aumentando recentemente, enquanto os líderes europeus tentam chegar a um acordo sobre um plano abrangente para acabar com a crise de dívida da zona do euro.

As informações são da Dow Jones. 

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