Bernanke defende câmbio mais flexível na China

Para presidente do Fed, valorização do yuan poderia ajudar o país  a evitar um superaquecimento da economia

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2010 | 13h53

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, se juntou ao pedido do governo do presidente Barack Obama para que a China deixe sua moeda se tornar mais flexível, afirmando que isso poderia ajudar a economia chinesa a evitar um superaquecimento.

 

"Nós gostaríamos de ver mais flexibilidade na taxa de câmbio deles como parte de um processo para reduzir os riscos de superaquecimento", ressaltou o presidente do Fed ao Comitê Bancário do Senado.

 

Embora seja importante para a China alcançar uma taxa de crescimento equilibrada e evitar uma expansão maior do crédito, Bernanke disse que não está "particularmente preocupado" com um superaquecimento agora.

 

Quando questionado sobre a possibilidade de os EUA enfrentarem problemas similares aos da Grécia, se seus déficits continuarem a crescer, o presidente do Fed afirmou que a situação do país é diferente, tendo em vista o tamanho e o tipo da economia, bem como o fato de os EUA terem sua moeda própria.

 

Em resposta a uma pergunta do senador democrata Evan Bayh sobre qual seria o pior patamar para a relação dívida pública/PIB, Bernanke disse que o caminho na direção de uma proporção de 100% seria "muito indesejável". As informações são da Dow Jones.

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