Bertin diz que regularizará situação de usinas até dia 6

O Grupo Bertin garantiu hoje que regularizará a situação das usinas termoelétricas de Maracanaú e Borborema junto à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) antes de 6 de junho, prazo fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sob pena de revogação da autorização das usinas. A informação foi dada pela assessoria de imprensa do grupo.

KARLA MENDES, Agencia Estado

25 de maio de 2011 | 18h26

Segundo a empresa, a solução do imbróglio e a manutenção da autorização das duas usinas é estratégica para o Bertin, sobretudo do ponto de vista de negócio. Por essa razão, o grupo desmente os rumores que tomaram conta do mercado nos últimos dias de que estaria sendo negociada a venda dos ativos das duas usinas para a Chesf.

Ontem, a diretoria da Aneel concedeu prazo até 6 de junho para que o grupo Bertin regularize a situação das usinas, ao analisar recurso da empresa contra decisão que revogava a autorização das termoelétricas. Caso a regularização não ocorra até a data estipulada, serão revogadas as autorizações concedidas pelo Ministério de Minas e Energia para que as usinas atuem como produtores independentes de energia elétrica.

A dívida do Bertin junto à Chesf soma R$ 170 milhões, o equivalente a cerca de 60% de toda a inadimplência na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que está na casa dos R$ 280 milhões. O diretor Edvaldo Santana, relator do processo na Aneel, explicou que essas usinas eram para entrar em operação em janeiro de 2010 e, como não cumpriram o cronograma, substituíram os contratos comprando lastro da Chesf, mas depois pararam de pagar. Lastros são contratos de compra de energia pela empresa inadimplente para garantir o suprimento em caso de atrasos nas usinas. Segundo Santana, o Bertin deixou de pagar a Chesf a partir de julho. As usinas entraram em operação no final de 2010.

Luiz Eduardo Barata, presidente do Conselho de Administração da CCEE, afirmou que a decisão da Aneel resolve um volume "considerável" da inadimplência na câmara. Sem citar nomes, ele lembrou ainda que cerca de 25% do total da inadimplência da CCEE refere-se a um grupo de sete usinas de um mesmo grupo - fontes do mercado afirmam que é o grupo Bertin. Segundo Barata, dos 18 agentes inadimplentes na CCEE, 16 estão em processo de desligamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.