Bertin paga dívida de R$ 220 milhões com a Chesf

Na semana passada, a Aneel definiu que o grupo teria até o dia 6 de junho para regularizar a situação; dívida é relativa à compra de energia da estatal

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 17h55

O grupo Bertin efetuou o pagamento nesta terça-feira, 31, de uma dívida de R$ 220 milhões com a Chesf, relativa à compra de energia da estatal para cumprir o contrato de duas termelétricas a óleo combustível no mercado regulado. Segundo o comunicado da companhia, boa parte do pagamento foi realizada em dinheiro, complementado com uma carta de fiança bancária. Com isso, o grupo regularizou a situação das duas usinas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que o grupo Bertin teria até o dia 6 de junho para regularizar a situação na CCEE. O problema ocorreu quando a companhia comprou a energia da Chesf para cumprir os contratos das térmicas Maracanaú (CE) e Borborema (PB) com as distribuidoras. As duas usinas que deveriam ter entrado em operação em janeiro de 2010, mas só começaram a produzir energia este ano. Só que o grupo Bertin não pagou a Chesf pela compra da energia, o que levou a estatal a não formalizar o contrato na CCEE.

Com o pagamento da dívida, o grupo Bertin garantiu a outorga e a continuidade de operação das duas térmicas até o término dos contratos no mercado cativo, que se encerram em 2025. Deste modo, a companhia resolveu parte dos seus problemas no setor elétrico. O grupo ainda tem sete térmicas com o cronograma atrasado, que deveriam ter entrado em operação em janeiro deste ano, o que também não ocorreu.

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