BHP fica em foco depois de reajuste recorde do minério

O foco das negociações anuaissobre os preços do minério de ferro está voltado para a BHPBilliton nesta terça-feira. A questão é saber se a empresaconseguirá convencer as siderúrgicas chinesas a pagar mais queo reajuste recorde acertado pela rival Rio Tinto na véspera. A Rio praticamente dobrou os preços do produto fornecidovia contratos a termo, superando o reajuste de cerca de 70 porcento que os produtores de aço da China tinham acertado emfevereiro com a Vale . Porém, a BHP, única grande mineradoraainda em negociações com as siderúrgicas, deu indicações de queo reajuste obtido pela Rio Tinto pode não ser o bastante. As duas mineradoras normalmente seguem o primeiro acordo dereajuste definido, mas as apostas aumentaram este ano já que ovalor que elas podem obter de seus ativos de minério de ferro éconsiderado um fator importante na oferta de aquisição da RioTinto pela BHP por 167 bilhões de dólares. O diretor da divisão de ferrosos e carvão da BHP, MarcusRandolph, afirmou na terça-feira que a Rio fracassou ao tentarobter um ágio adequado, relativo a vantagens de frete, nasnegociações com a siderúrgica chinesa Baosteel. O transporte deminério de ferro da Austrália para a China custa de 55 a 60dólares por tonelada mais barato que os embarques do Brasil,afirmou o executivo. A BHP também elevou em 23 por cento a avaliação dasreservas de sua maior operação de minério de ferro em WesternAustralia e informou que a divisão vai triplicar sua capacidadeentre 2007 e 2015. "Isso é uma indicação do futuro potencial desses ativos",disse Randolph. As atenções também estão voltadas para siderúrgicas como aBaosteel, que fez um acordo de preços com a Rio e viu o preçode suas ações despencar 8 por cento nesta terça-feira por contade preocupações com custos mais altos. Um fracasso da Baosteel em alcançar um acordo com a BHP emreunião nesta terça-feira coloca as siderúrgicas asiáticas sobrisco de reajustes ainda maiores. Produtores de aço na Coréia do Sul e Taiwan estão esperandopelas siderúrgicas japonesas acertarem um acordo com asmineradoras australianas, mas elas podem continuar a pagar ospreços definidos no ano passado até setembro. Outras ações de siderúrgicas asiáticas também operaram embaixa, com a sul-coreana Posco, quarta maior produtora de açodo mundo, caindo 1,9 por cento, apesar do anúncio de que vaiaumentar seus preços em 21 por cento, em julho. (Reportagem adicional de Miyoung Kim em Seoul, Yuko Inoueem Tóquio, Lee Chyen Yee em Taipé e Alfred Cang em Xangai)

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