BHP mostra cautela sobre demanda por metais no 2o semestre

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, divulgou um cenário cauteloso para a demanda global por commodities, enviando um sinal de preocupação a rivais menores.

SONALI PAUL, REUTERS

12 de agosto de 2009 | 09h05

Enquanto o setor de mineração tem sofrido com a crise econômica global, forçando companhias a operar com capacidade ociosa e adiar projetos de expansão, a BHP é considerada como melhor posicionada, com um balanço forte para se aproveitar de qualquer retomada do crescimento.

O presidente-executivo da companhia, Marius Kloppers, informou que os últimos 12 meses foram os mais difíceis que ele já viu e que vai ser complicado dizer, pelo menos até o ano que vem, quando a demanda vai se recuperar.

"Em um período de 12 meses, nós fomos de uma situação de demanda que não podia ser atendida a uma em que a demanda simplesmente evaporou e agora se estabilizou", afirmou o executivo.

"Vai demorar até 2010 para podermos ter um quadro claro dos números da demanda sem todos esses movimentos."

O lucro da BHP de janeiro a junho antes de itens extraordinários caiu para 4,59 bilhões de dólares, ante 9,37 bilhões de dólares um ano antes. Mas o resultado veio acima da média das expectativas de analistas, de 4,1 bilhões de dólares.

A empresa registrou perdas de 4,8 bilhões de dólares, geradas principalmente pela suspensão de operação de níquel em Ravensthorpe e pela venda da refinaria de níquel Yabulu.

A rival Rio Tinto deve divulgar resultados em 20 de agosto.

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