BID aprova US$ 120 milhões para projeto de bioenergia

Operação é parte da iniciativa da instituição para promover a estruturação do financiamento da dívida privilegiada de cinco projetos brasileiros de produção de etanol

Ana Conceição, da Agência Estado,

25 de julho de 2007 | 19h59

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informou nesta quarta-feira, 25, ter aprovado um financiamento de US$ 120 milhões para a Usina Moema Açúcar e Álcool Ltda, de Orindiúva, no interior de São Paulo. É o primeiro financiamento da instituição para um projeto privado de bioenergia no Brasil.  Segundo nota do BID, a operação é parte da iniciativa da instituição para promover a estruturação do financiamento da dívida privilegiada de cinco projetos brasileiros de produção de etanol, que terão um custo total de US$ 997 milhões. Esses investimentos contribuirão para a meta do Brasil de triplicar a produção anual de etanol até 2020. "O BID apóia a meta do governo brasileiro de tornar-se um centro mundial de excelência para a pesquisa e desenvolvimento em biocombustíveis", diz a nota.  O banco mantém conversações com autoridades brasileiras com o objetivo de facilitar a transferência de tecnologia e assistência técnica, para que outros países da região possam beneficiar-se do know-how do Brasil.  "Em anos passados, o crescimento acelerado da Moema foi financiado principalmente por dívida de curto e médio prazo", disse o líder de equipe do BID, Leandro Alves. "A Moema está agora em processo de refinanciar até US$ 120 milhões dessa dívida por meio de um pacote de financiamento oferecido pelo BID." Características da transação O pacote compreende um empréstimo de até US$ 40 milhões com recursos do capital ordinário do Banco e US$ 80 milhões de co-financiamento por parte de bancos comerciais. "A transação ajudará a Moema a aumentar de aproximadamente 10 meses para 6,6 anos a duração média da dívida que está sendo refinanciada", explicou a outra líder de equipe do BID, Sylvia Larrea. "Em conseqüência, melhorará o perfil de dívida da empresa, tornando-o mais compatível com a natureza de longo prazo de seus ativos e aumentando a sua sustentabilidade", acrescentou Larrea em nota da instituição. De acordo com o banco, a operação permitirá que a Moema redirecione fundos atualmente usados no serviço da dívida de curto prazo para financiar o seu plano de investimento de capital, incluindo projetos destinados a impulsionar a produção de açúcar, etanol e co-geração de energia a partir da biomassa (bagaço). A Moema processa 4,5 milhões de toneladas de cana por safra, produz 200 milhões de litros de álcool, 6,4 milhões de sacas de 50 quilos de açúcar e 50 mil megawatts de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

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