Biocombustível ganha apoio da opinião pública européia

Sondagem feita em 27 países mostra que mais de um terço dos entrevistados defende incentivos ao etanol

Jamil Chade, do Estadão,

26 de julho de 2007 | 12h30

Os biocombustíveis começam a ganhar o apoio da opinião pública européia, que até poucos anos sequer conhecia a possibilidade de ter seus carros movidos a etanol. Sondagem feita nos 27 países da União Européia (UE) mostra que, de cada três europeus, um quer os fabricantes de veículos sendo obrigados a implementar motores adequados aos biocombustíveis. Mais de um terço dos entrevistados ainda defende incentivos fiscais para que o etanol seja barateado e, assim, difundido no bloco.  A Comissão Européia estipulou o objetivo de ter 5,75% de seus carros movidos a biocombustível até 2010 e 10% até 2020. Alguns países já vêm adotando políticas para o setor, como a França que pretende contar com 500 postos que ofereçam etanol aos consumidores.  Na Suécia, o país tem a maior frota de carros movidos a biocombustível da região e prega o fim das barreiras de importação para baratear o combustível. Na Suíça, caminhões de lixo e outros veículos do governo estão sendo adaptados para usar etanol. O problema é que se o atual ritmo de implementação do etanol no mercado europeu continuar como está, o bloco não conseguirá atingir as metas estipuladas. Além do uso obrigatório de motores, outra opção que ganha adeptos é a de dar incentivos para que o etanol, ainda caro, seja mais barato para o consumidor. Segundo a sondagem, 36% das pessoas entrevistadas acreditam que isso seria o maior incentivo que os biocombustíveis poderiam ter na Europa.  Os cidadãos mais conscientes da importância no etanol seriam os finlandeses. Cerca de 54% deles acham que a redução do preço do biocombustível por meio de incentivos fiscais é o que irá dar um impulso ao etanol na Europa. Já os espanhóis são os mais pessimistas em relação a essa idéia. Apenas 20% defendem isso. Para portugueses, ingleses, alemães e italianos, a obrigação das montadoras de produzir motores que aceitem o etanol é a opção mais defendida para que o etanol passe a ser usado. As taxas de apoio a essa medida chegam a 43% em Portugal e 40% no Reino Unido.

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