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Biotecnologia, construção e educação: as novas oportunidades de negócios para 2015

Problemas sociais animam empreendedores a investirem na produção de equipamentos

BRUNO DE OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

11 Dezembro 2014 | 16h39

Uma ideia bastante difundida no empreendedorismo é a de que existem oportunidades onde há adversidades. Faturar em momentos de crise requer criatividade no projeto de novos produtos e planejamento para atender situações urgentes.

Por isso, a gestão de recursos naturais e as questões ligadas ao urbanismo e educação são boas fontes de oportunidades para empreendedores que fabricam dispositivos ou oferecem serviços desenhados para solucionarem problemas sociais.

Um área que vem se mostrando promissora é a biotecnologia. Antes concentrada apenas nos laboratórios de universidades, máquinas e equipamentos começam a ganhar corpo e destaque fora do ambiente acadêmico.

"Questões ambientais têm chamado a atenção de empreendedores para o desenvolvimento de produtos e serviços que resolvam problemas enfrentados pelas cidades", diz André Viola Ferreira, líder de mercados estratégicos da Ernst & Young. "O produto certo no lugar certo ganha escala e pode se tornar uma grande oportunidade, principalmente porque envolve o poder público, um grande cliente", completa o consultor.

Para Letícia Aguiar, consultora do Sebrae-SP, o principal diferecial competitivo que as empresas devem buscar para se destacar no mercado em 2015 é atender demandas pontuais, ou seja, regiões e áreas do mercado pouco exploradas por outros empreendedores. "Localizar uma demanda reprimida antes da concorrência sempre será a melhor opção para se destacar. Quando isso acontece, a empresa tem tempo de amadurecer em conjunto com o mercado", diz Letícia.

BIOTECNOLOGIA

A Pleno Sol, empresa que fabrica fornos que utilizam energia solarcomo fonte de calor, surgiu a partir de uma ideia que seu fundador,Nicolau Bussolotti, teve durante o curso de Gestão Ambiental na EscolaSuperior de Agricultura Luis de Queiroz da Universidade de São Paulo(Esalq-USP). O empreendedor começou a montar os primeiros equipamentosem uma oficina montada em casa a partir de estudos de aproveitamento daluz solar e perecebeu que o forno poderia atender demandas em locaisonde o calor fosse intenso e as opções de combustíveis fossem poucas.Desde então, já produziu 150 unidades para clientes de todo o País.

"Oforno solar também permite a economia de recursos naturais. Maisimportante: funciona para o preparo de alimento em locais onde não hárecursos naturais, como o semi-árido brasileiro ou a África", explicaNicolau Bussolotti, fundador da Pleno Sol.

EDUCAÇÃO

O aumento de renda e a massificação da internet no País são dois fatores que historicamente regulam a demanda por serviços na área de educação, área que tem passado por uma grande movimentação nos últimos anos, sobretudo envolvendo fusões e aquisições bilionárias entre empresas do setor.

Luciano Sathler, diretor de educação à distância da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), aponta que o setor está passando por um momento de transformação fomentado pela adoção das ferramentas online em sala de aula.

"As práticas educacionais estão sendo todas revistas. A mudança vai do perfil do aluno, mais conectado, até a mobília da sala de aula, cada vez mais voltada ao uso do computador. Temos aí uma janela de oportunidades", diz.

Segmentação também é uma opção interessante aos empreendedores que buscam se diferenciar em um mercado que conta cada vez com mais competidores. Uma das estratégias da LinguaLeo, empresa que oferece cursos de inglês por meio de uma plataforma online, foi apostar nessa estratégia como forma de crescer no mercado, principalmente em países emergentes como Rússia, Turquia e Brasil.

Tanto que, em novembro, a companhia lançou no País um curso específico para startups. A oportunidade surgiu depois de verificarem que o nível de inglês entre fundadores e colaboradores dessas empresas iniciantes era considerado baixo para que pudessem dialogar com investidores estrangeiros.

"O mundo das startups tem suas particularidades e se difere um pouco do curso de inglês para negócios, por exemplo", explica Ana Carolina Merighe, diretora de desenvolvimento de dercado da empresa.

CONSTRUÇÃO

Ainda puxado pela disseminação do projeto habitacional Minha Casa, Minha Vida, o setor de construção vive uma certa euforia e apresenta oportunidades de negócios, mesmo com alguns investidores adotando posições cautelosas.

Para 2015, as oportunidades estarão concentradas no reparo de imóveis residenciais, que são responsáveis por 60% do faturamento das PME do setor. Luis Alberto Araújo Costa, presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo (APeMEC), conta que esta fatia pode aumentar em 2015.

"Foram vendidos muitos imóveis no País. Antes, era a construção dessas casas que movimentava os negócios para as pequenas e médias empresas. Hoje, em um cenário de pouco investimento, os negócios virão dos reparos residenciais e reformas, o que vai aumentar a receita das empresas neste segmento já no próximo ano.", diz o representante.

Os demais 40% que compõem o faturamento das PME que atuam na construção tem origem nas obras contratadas pelo poder público. Além dos reparos em residências, a prestação de serviço de manutenção em obras públicas será uma tendência de negócio para o próximo ano.

"As construções decorrentes das concessões de mobilidade começam a ser entregues e temos em vista poucas obras maiores, como rodovias e aeroportos. De forma que, na esfera pública, a contratação das PMEs será em serviços menores, porém volumosos, de reparação de patrimônio e uma ou outra obra municipal que envolve pavimentação, finalização e construção hidráulica e elétrica", detalha Costa.

SERVIÇO

Feira do Empreendedor

Local: Pavilhão Anhembi Parque

Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo/SP

Data: de 07 a 10 de fevereiro

Sábado a terça-feira: das 10h às 21h

Entrada franca Inscrições no site: feiradoempreendedor.sebraesp.com.br

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