Blockbuster pede concordata após acordo sobre dívidas

A rede de locadoras de vídeo norte-americana Blockbuster pediu concordata hoje, depois de chegar a um acordo com a maior parte dos detentores de bônus para cortar sua dívida para US$ 100 milhões ou menos, ante o valor atual de US$ 1 bilhão. A empresa, prejudicada pela intensa concorrência de outras locadoras, como Netflix e Redbox, entrou com o pedido no Tribunal de Concordatas de Manhattan. Em 30 de setembro, venceria o prazo de um acordo de clemência fechado anteriormente entre a empresa e os detentores de bônus.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

23 de setembro de 2010 | 10h50

Segundo o acordo fechado entre as partes, os detentores de bônus seniores da Blockbuster, a quem a empresa deve US$ 630 milhões, vão trocar sua dívida por ações na companhia reestruturada. Os acionistas e os detentores de bônus juniores, a quem a companhia deve US$ 300 milhões, serão eliminados. Os detentores de bônus seniores também concordaram em fornecer à companhia até US$ 125 milhões em financiamento para custear a reestruturação.

A Blockbuster afirmou ainda que vai avaliar sua presença nos EUA durante o processo de reestruturação. No começo desta semana, o Wall Street Journal informou que a companhia provavelmente vai fechar mais lojas, em uma tentativa de se concentrar na distribuição digital. A empresa já anunciou planos para fechar entre 500 e 800 lojas durante a concordata.

Em 29 de agosto, a Blockbuster tinha 3.306 lojas nos EUA e 2.333 no exterior. A companhia empregava cerca de 25,5 mil pessoas em suas operações domésticas. As operações internacionais da empresa não farão parte da concordata. Proprietários independentes de franquias da Blockbuster nos EUA e no exterior também não estão incluídos no processo. As informações são da Dow Jones.

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