BMG tem prejuízo contábil de R$ 279 mi no 1º semestre

O Banco BMG registrou um prejuízo contábil de R$ 279,2 milhões no primeiro semestre, revertendo um lucro líquido contábil de R$ 21,7 milhões em igual período do ano passado. A maior parte do prejuízo esteve concentrado no segundo trimestre, quando o resultado do banco foi negativo em R$ 210 milhões. No primeiro trimestre, o BMG havia registrado prejuízo de R$ 69,2 milhões. O banco também informou prejuízo ajustado de R$ 157,4 milhões no primeiro semestre.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

31 de agosto de 2012 | 12h29

A carteira de crédito total diminuiu 3,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, para R$ 27,8 bilhões - um aumento de 9% em relação ao final do segundo trimestre do ano passado. A carteira de crédito geradora de receita, composta majoritariamente por empréstimos consignados, cresceu 11,2% no segundo trimestre frente ao primeiro trimestre, atingindo R$ 14,8 bilhões. Esse número é 56% superior ao montante do final do segundo trimestre de 2011. A carteira de crédito consignado caiu 0,2% para R$ 10,8 bilhões na comparação trimestral e 1,8% em relação ao segundo trimestre de 2011.

As captações caíram 1,6% no segundo trimestre ante o trimestre anterior, para R$ 29,7 bilhões, e subiram 18,95% frente igual período do ano passado. As provisões para devedores duvidosos subiram para 2,9% no segundo trimestre, de 2,6% no primeiro trimestre.

O patrimônio líquido do banco totalizou R$ 3,2 bilhões no final do primeiro semestre, ante R$ 2,1 bilhões no ano anterior. O aumento reflete o aporte de capital realizado pelos acionistas do BMG no montante de R$ 1,1 bilhão no segundo semestre de 2011, todo ele sendo Capital Nível I, após a celebração de joint venture com o Itaú Unibanco em 9 de julho. O Itaú Unibanco é controlador da parceria, com 70% de participação. No segundo semestre de 2012, os acionistas farão um aumento de capital no montante de R$ 300 milhões em Capital Nível I para capitalizar a joint venture.

O índice da Basileia do BMG chegou ao final do primeiro semestre em 13,1%, levemente abaixo do nível do primeiro semestre de 2011, de 13,4%. O porcentual está acima dos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central.

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