BNDES: Com crise europeia e China, Brasil dependerá mais de si

O Brasil vai depender cada vez mais de suas próprias forças para obter um crescimento sustentado nos próximos anos, em meio à crise na zona do euro e à desaceleração da economia chinesa, segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Reuters

23 de julho de 2012 | 18h13

Segundo ele, o país não pode se limitar à produção e exportação de comodities, mas precisa reinventar sua indústria e o setor de serviços para enfrentar a concorrência mundial.

"Precisamos ter (cuidado) para não cair em simplismos. É difícil, mas o Brasil pode escapar de forma criativa", disse.

Para Coutinho, o Brasil tem oportunidades na área de comodities, mas precisa ter um industria robusta e dinâmica, e que o banco vai ter um papel importante nesse processo.

Coutinho reforçou ainda a necessidade de o país ampliar suas taxas de poupança para assegurar um crescimento sustentável.

"O Brasil tem um fronteira de investimentos em infraestrutura, energia e logística, importante para melhorar a competitividade. Essa fronteira pode ser induzida pelo governo para aumentar a taxa de poupança/investimento", disse.

Coutinho participou da abertura do seminário "O Brasil e o Mundo em 2022", em comemoração pelos 60 anos do BNDES.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Tudo o que sabemos sobre:
EMPRESASBNDESCOUTINHO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.