BNDES libera R$ 2,73 bi para fábrica da Suzano no MA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a liberação de R$ 2,73 bilhões para a Suzano Papel e Celulose iniciar a construção da fábrica de celulose de Imperatriz, no Maranhão, a ser inaugurada no primeiro semestre de 2013. De acordo com o banco, o valor liberado é suficiente para mais da metade dos custos do projeto, orçado em cerca de R$ 5 bilhões.

AE, Agencia Estado

21 de dezembro de 2010 | 08h48

A unidade maranhense, que terá capacidade de 1,5 milhão de toneladas por ano, faz parte de um ambicioso projeto de expansão da Suzano em celulose: a empresa também planeja uma fábrica com a mesma capacidade para o Piauí, a ser aberta em 2014 em cidade ainda a ser definida, consumindo um valor de investimento semelhante.

O dinheiro liberado pelo BNDES para a unidade maranhense deverá ser aplicado nas obras de construção civil e de infraestrutura de apoio, que serão iniciadas na primeira metade de 2011 - a empresa já aplicou cerca de R$ 1 bilhão na compra e formação de parcerias para o plantio de florestas para abastecer a unidade. A empresa tem 154 mil hectares de eucalipto para a fábrica, sendo 70% de áreas próprias.

Atualmente, a Suzano produz 1,7 milhão de toneladas de celulose ao ano; com as novas fábricas, a capacidade subirá para 4,7 milhões de toneladas. A companhia hoje é a segunda maior produtora de celulose no País, atrás da Fibria, fruto da união de VCP e Aracruz, que produz 5,3 milhões de toneladas ao ano. Em fase de equacionamento de dívida, a Fibria não tem projetos definidos para o futuro próximo, embora tenha afirmado ao jornal O Estado de S. Paulo que poderia erguer nova fábrica até 2014.

O mercado brasileiro vive hoje uma corrida pelo aumento da capacidade de produção de celulose. Além das fábricas da Suzano, o grupo JBS iniciou a construção de uma unidade de 1,5 milhão de toneladas na cidade de Três Lagoas (MS), onde a Fibria já está instalada, em junho. O apetite se justifica pelos preços do produto, que chegaram a superar US$ 900 e atingir recordes históricos neste ano, e à vantagem competitiva do Brasil na celulose de fibra curta, obtida do eucalipto em ciclos de produção de até oito anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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