BNDES prevê incluir mais 10 empresas no Bovespa Mais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende levar ao Bovespa Mais, em 2013, mais dez empresas de pequeno e médio porte das cerca de 200 do segmento em que tem participação.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 15h50

Segundo Julio Ramundo, diretor da área Industrial e de Mercado de Capitais do banco, o plano faz parte de uma parceria com a BM&FBovespa e começou este ano com a listagem da Senior no segmento. Outras três empresas já incluíram a cláusula de listagem em seus contratos com o BNDES.

A indução ao Bovespa Mais - que até hoje não deslanchou e tem apenas três empresas listadas - ocorre no momento do investimento do BNDES ou na renovação do acordo de acionistas. Ao aderir ao segmento, diz Ramundo, as empresas assumem compromissos de governança corporativa considerados importantes pelo banco em uma futura abertura de capital.

Pela política do BNDES essa listagem assegura também vantagens na análise de crédito dessas empresas pelo banco. Ramundo, que participou do seminário "O Desafio da Alocação de Investimentos em Cenário de Crescimento e Juros Baixos", promovido pela Abrapp, explicou que o BNDES enxerga os fundos como potenciais parceiros no financiamento ao investimento de longo prazo nos próximos anos, em especial no setor de infraestrutura.

Essa parceria, diz o executivo, deve ocorrer por meio de investimento em títulos privados como debêntures e private equity. O BNDES tem hoje 29 fundos de private equity e venture capital e lançará mais 12 entre este ano e 2014. Ramundo acredita que esses novos fundos serão uma oportunidade de atuação conjunta entre o banco de fomento e as fundações de todos os portes.

O banco estima que o País terá cerca de US$ 2 trilhões em investimentos em infraestrutura entre 2012 e 2015 e que pode atingir a meta de investir 4% do PIB no setor até 2016. Para isso, precisará de outras fontes além do BNDES, cuja participação nos investimentos da indústria e infraestrutura tende a decrescer.

"O banco tem sido o principal financiador de projetos de infraestrutura. É importante buscar novos investidores e fundings para esse pipeline gigantesco (de projetos), que é um diferencial do Brasil. A participação de outros atores ainda é tímida", diz Ramundo.

A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, por exemplo, tem apenas 0,5% dos recursos de seu principal plano (com patrimônio atual de R$ 150 bi) alocados em investimentos estruturados, onde se enquadram os private equity. Segundo Antônio Luiz Benevides Xavier, gerente executivo de Mercado de Capitais do fundo, a intenção é aumentar esses investimentos, assim como na área imobiliária(hoje 4,7% da carteira do Plano 1).

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