BNDES quer administrar recursos do Fundo Soberano no exterior

O projeto é de longo prazo, para ser executado quando as receitas da exploração do pré-sal passarem a entrar na composição do Fundo

Daniela Milanese, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 10h15

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer se candidatar para administrar recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) no exterior, a partir de sua subsidiária em Londres.

O projeto é de longo prazo, para ser executado quando as receitas da exploração do pré-sal passarem a entrar na composição do Fundo. "Queremos nos qualificar para a função, precisamos preparar gente", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Segundo ele, a BNDESPar - braço gestor de participações sociais do banco de fomento - já tem ampla experiência na administração de recursos no Brasil, o que constitui grande fonte de lucro para o BNDES. O objetivo é ampliar essa atuação, tornando-se um dos gestores do FSB. A partir de Londres, o BNDES compraria ativos no exterior para a carteira do Fundo Soberano.

Criado em 2008 com o objetivo de atenuar os efeitos dos ciclos econômicos, numa estratégia anti-cíclica, hoje o FSB está concentrado em ações da Petrobrás, após ter participado do processo de capitalização da empresa no ano passado.

O banco de fomento também pretende usar sua subsidiária em Londres, inaugurada em 2009, para ajudar no processo de internacionalização das empresas, emprestando recursos diretamente no exterior - o que ainda não vem fazendo. O escritório na capital britânica também contribui para a captação de recursos para o próprio banco.

Após a consolidação das operações, existe o objetivo de ampliar ainda mais a presença internacional, com a possibilidade de abertura de escritório em Cingapura.

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