BofA Merrill Lynch reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,9%

A expectativa anterior era de expansão de 3,6%; para 2014, a previsão é de atividade crescendo 3,4%

Altamiro Silva Júnior, correspondente da Agência Estado,

12 de junho de 2013 | 14h41

NOVA YORK - O banco norte-americano Bank of America Merrill Lynch cortou as projeções para o crescimento do Brasil este ano. A expectativa anterior era de expansão de 3,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) e agora o banco projeta alta de 2,9%. O consumo interno fraco foi uma das justificativas para reduzir as previsões. Para 2014, a previsão é de atividade crescendo 3,4%.

A previsão do BofA é que o ritmo de expansão da economia brasileira se acelere nos próximos trimestres, depois do fraco começo de ano. No segundo trimestre, a economia deve crescer 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, acima dos 1,9% do primeiro trimestre. Para o terceiro e quarto trimestres, a previsão é de expansão de 3,2% e 3,8% do PIB, respectivamente. Os números foram divulgados hoje em um relatório sobre previsões econômicas do banco norte-americano apresentadas em uma entrevista à imprensa em Nova York.

Para a inflação, a expectativa é que o IPCA fique em 5,6%. O economista responsável por mercados emergentes do BofA Merrill Lynch, Alberto Ades, disse que a surpresa do ano até agora no mundo em desenvolvimento, foi a inflação alta no Brasil e a resistência do indicador em cair, enquanto outros países estavam com preços controlados. Mas o banco projeta a partir do segundo semestre "uma queda significativa" da inflação.

Em um gráfico apresentado pelo BofA Merrill Lynch durante a entrevista, com 20 países emergentes, o Brasil foi o único a aumentar os juros este ano. Ades disse que até países em que não se esperava um corte de taxas, fizeram este movimento no primeiro semestre. "Houve vários cortes de juros que não estávamos esperando para este ano, como na Colômbia, Israel, Turquia e México", disse o economista.

Para os mercados emergentes como um todo, a previsão é de crescimento maior que os países desenvolvidos, mas menor que o potencial de muitos mercados, destaca Ades. O BofA projeta expansão de 4,9% para os emergentes, melhor que a economia mundial, com expansão prevista de 3%. A China deve se expandir 7,6%. No mundo desenvolvido, os Estados Unidos devem crescer 1,8%, menos do que se esperava, sobretudo por causa dos efeitos dos cortes automáticos de gastos públicos na atividade, e o Japão, 1,7%. Já a zona do euro deve encolher 0,6%, a única região do mundo em recessão este ano.

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