Boi de corte: confinamentos ofertam menos e preço sobe

Sem animais em volume suficiente, frigoríficos devem continuar pagando mais até o fim do ano

Eduardo Magossi, do Estadão,

31 de outubro de 2007 | 18h19

A arroba do boi segue firme e com expectativa de novas altas nas principais praças pecuárias, diante da pequena disponibilidade de animais e da manutenção de escalas curtas, em média de quatro dias. No interior paulista, os negócios saem, em média, em torno de R$ 66,50 para descontar o Funrural a prazo, mas operações a R$ 67 já foram registradas. O sentimento é o de que este preço deve dominar o mercado durante a semana. Sem animais confinados em volume suficiente, a única alternativa dos frigoríficos é pagar mais pelos animais até que um maior volume de boi de pasto chegue ao mercado, o que é esperado apenas para o fim do ano. Com a falta de bois para fechar as programações, muitos frigoríficos reduziram ainda mais as operações diárias e alguns reajustam suas escalas e, desta forma, prolongam os abates por mais dias. Arroba Em Mato Grosso do Sul, o preço da arroba subiu para R$ 62,50 em Dourados e para R$ 61,50 em Campo Grande. Em Goiânia, a arroba subiu para R$ 62. No Triângulo Mineiro, a arroba está entre R$ 61,50 e R$ 62. No atacado, os preços seguem estáveis, mas a maior procura por carne por parte do varejo, que se prepara para o período em que o consumidor recebe seu salário, pode provocar altas nos próximos dias. O corte traseiro é cotado em R$ 5,10 por quilo e o dianteiro em R$ 3.

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