Boi/Cenário: escalas longas são obstáculo para alta de preço

São Paulo, 30 - O mercado físico de boi inicia a semana mais pressionado pelas escalas de abate longas que estão sendo sustentadas pelos frigoríficos mesmo em um período que seria de entressafra. As escalas se estendem, em média, por dez dias mas em alguns casos chegam até 14 de setembro. Mesmo considerando o feriado do dia 7 de setembro, as escalas podem ser consideradas bastante confortáveis e já se configuram como um obstáculo para o aumento das cotações pelo menos nos 20 primeiros dias de setembro. Mário Frioli, da Link Corretora, acredita que os preços devem continuar estáveis no curto prazo embora a tendência do mercado seja de baixa. A arroba é cotada a R$ 62 para descontar o Funrural à prazo no interior paulista. No Mato Grosso do Sul, a arroba sai por R$ 60. O analista acredita, contudo, que os frigoríficos exportadores irão continuar sua estratégia de manter as cotações estáveis, sem pressão, e desta forma permitir que as escalas continuem longas até que a oferta de animais semi e confinados permitirem. Neste momento, as previsões de chuvas nas regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste favorecem os frigoríficos já que criam o cenário para aumento de desova de animais. No atacado, os preços continuam estáveis com o traseiro sendo cotado a R$ 4,20 por quilo e o dianteiro a R$ 2,70. A maior procura por carne nesta semana decorrente da expectativa de aumento de consumo com o recebimento dos salários pode provocar até uma elevação de preço. Os futuros devem iniciar a semana pressionados, influenciados pelo Indicador Esalq que fechou a sexta a R$ 61,26 à vista, com uma queda de R$ 0,36 em uma semana. (Eduardo Magossi)

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