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Bolívia espera investimento da PDVSA a partir de 2008

A promessa de mais de 1 bilhão dedólares em investimentos da estatal venezuelana PDVSA aonacionalizado setor petrolífero boliviano começará a virarrealidade no primeiro trimestre de 2008, disse na quarta-feirao governo de La Paz. O investimento será canalizado pela Petroandina, sociedadeentre a PDVSA e a estatal boliviana YPFB, segundo a assessoriado ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. Villegas disse que a Petroandina explorará as regiões deMadidi, uma reserva natural amazônica no norte do país, em quetambém estão presentes a Petrobras, a espanhola Repsol-YPF e afrancesa Total. "Espero que dentro de cerca de oito meses já estejamcomeçando os trabalhos. Alento muitas esperanças de quetenhamos muitos resultados no norte do Departamento de La Paz",disse o ministro, de acordo com nota do ministério. A intenção da PDVSA de investir inicialmente entre 1 e 1,5bilhão de dólares na Bolívia foi revelada em meados de 2006pela YPFB, quando da assinatura do contrato da Petroandina,empresa cujo objetivo é atuar da exploração à venda docombustível. Villegas disse que o plano de investimento da PDVSA"avança, continua de pé", dependendo só do Congresso ratificara criação da Petroandina e autorizar os trabalhos petrolíferosem Madidi e em outras reservas naturais. O ministro lembrou que o presidente Evo Morales, sólidoaliado do venezuelano Hugo Chávez, prometeu acelerar osinvestimentos de risco na busca por petróleo no Departamento deLa Paz, um de seus redutos eleitorais. Villegas disse que há algumas semanas comprovou com Moralesque na região de Madidi há dezenas de lugares com "emanações depetróleo", mas advertiu que seriam necessários grandesinvestimentos para localizar jazidas de importância comercial. As atuais regiões produtoras de gás e petróleo da Bolíviaestão localizadas no centro e sudeste do país, onde seconcentra a oposição direitista. O investimento da PDVSA, acrescentou, se somará àquele queas companhias que operam no país devem anunciar formalmente até31 de julho, conforme prevêem os contratos assinados durante anacionalização. Segundo o governo Morales, esses investimentos permitirãoduplicar a produção de gás natural em menos de cinco anos, paraaumentar as exportações para Brasil e Argentina e atender aomercado interno. (Por Carlos Alberto Quiroga)

REUTERS

26 de julho de 2007 | 01h42

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