Bolsa de Tóquio cai 11% em uma semana

Banco do Japão injetou recursos, mas não conseguiu conter a queda de 5,41% do índice Nikkei

Efe,

17 de agosto de 2007 | 06h36

O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio sofreu nesta sexta-feira uma forte queda no fechamento no pregão, caindo 874,81 pontos (5,41%), até 15.273,68, por causa da crise hipotecária nos Estados Unidos e a alta do iene. É a maior queda diária desde também 11 de setembro de 2001.  O índice Topix caiu 87,07 (5,55%), até 1.480,39 pontos. Desde 9 de agosto, as perdas acumulam 1.896,92 (11%). Veja também:Dólar sobe 3% e fecha no maior nível desde marçoBrasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz MantegaFechamento dos mercados nesta quinta-feira Onda de prevenção a prejuízo se abate e juro futuro sobe Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 biO sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Ouça a análise do comentarista Celso Ming   Foi o terceiro fechamento consecutivo em queda do Nikkei. Durante o pregão, o índice chegou a operar com queda de 886,39 (5,5%). A queda na Bolsa de Tóquio acompanha a tendência de outros mercados mundiais. Os investidores se preocupam com a crise das hipotecas de alto risco "subprime" nos Estados Unidos. Além disso, a valorização do iene em relação ao dólar, que deixa mais caras as exportações das multinacionais japonesas, especialmente de automóveis e eletrônica, afetou o desempenho das ações. Às 15 horas (3 horas de Brasília), o iene era cotado a US$ 112,36. Na sexta-feira passada, fechou a US$ 118,07. A alta é de 4,8%. Banco do Japão Para tentar conter a crise, o Banco do Japão injetou ¥ 1,2 trilhão (US$ 10,435 bilhões) no mercado financeiro para atenuar os problemas de falta de liquidez derivados da crise hipotecária nos Estados Unidos, informou a agência japonesa Kyodo.  Foi a maior intervenção do BOJ no mercado desde sexta-feira, quando surgiu a crise financeira, e a segundo maior desde 29 de junho, quando a instituição ofereceu ¥ 1,5 trilhão (US$ 13,043 bilhões) numa ação de mercado aberto. O banco tomou a decisão ao detectar que as taxas de juros estavam em torno de 0,54%, acima da meta fixada em 0,5%. Foi a segunda injeção de liquidez consecutiva e a quarta nos últimos cinco dias úteis. No total, o BOJ injetou no mercado US$ 27,825 bilhões nos últimos sete dias, tentando dissipar as crescentes dúvidas dos investidores sobre a liquidez dos mercados internacionais devido à crise hipotecária dos Estados Unidos. Outras bolsas asiáticas As outras bolsas asiáticas também fecharam em queda. A Bolsa de Seul fechou com o índice Kospi caindo 53,91 pontos (3,19%), para 1.638,07, e o índice de valores tecnológicos Kosdaq baixando 15,59 (2,26%), até 673,48. A bolsa de valores de Hong Kong fechou em baixa de 1,38%, depois que o índice Hang Seng baixou 285,26 pontos até 20.387,13. Na abertura, com exceção da bolsa de Manila, todas operaram em queda. A maior queda na abertura aconteceu na Bolsa de Valores de Cingapura. índice Straits Times registrou uma queda de 45,48 pontos (1,44%), para 3.106,68, na abertura do pregão. Já o índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio iniciou o caiu 189,17 pontos(1,17%), para 15.959,32. E o Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, abriu em baixa de 21,02 pontos (1,34%), para 1.546,44. O índice KLCI da Bolsa de Valores de Kuala Lumpur registrou uma queda de 9,31 pontos (0,77%), para 1.198,30. Em Bangcoc, o índice SET caía 5,24 pontos (0,69%), para 755,93, na abertura. Contrariando os mercados asiáticos, a bolsa de Manila abriu em alta. O índice PSEI registrou alta de 5,78 pontos (0,20%), para 2.948,09.

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