Bolsas asiáticas fecham em alta; Japão e EUA mantêm alerta

Índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio fecha o pregão em alta de 168,86 pontos, 1,07%

Agências internacionais,

21 de agosto de 2007 | 07h37

Os mercados asiáticos reagiram nesta terça-feira e mantiveram a alta registrada na segunda. Mesmo assim Japão e Estados Unidos decidiram manter o alerta sobre os mercados financeiros após a recente crise desencadeada pela crise hipotecária americana. O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio fechou o pregão em alta de 168,86 pontos (1,07%), para 15.901,34 inteiros. É o segundo dia consecutivo de alta. O índice Topix subiu 26,31 (1,73%), até 1.549,88. O ministro de Finanças do Japão, Koji Omi, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, conversaram por telefone e decidiram manter o contato para acompanhar com atenção os movimentos do mercado. Omi mostrou preocupação com a crise financeira e seu impacto na economia japonesa. Mas negou que os ministros de Finanças dos sete países mais industrializados do mundo (G7) possam se reunir antes das conversas marcadas para outubro, em Nova York. Para o ministro japonês a situação já se acalmou, embora ainda seja preciso resolver o problema completamente. Sobre a reunião do comitê do Banco do Japão sobre as taxas de juros, esta semana, Omi afirmou que o governo espera que o órgão tome uma decisão "apropriada" após levar em conta "a situação". Outras bolsas asiáticas A Bolsa de Valores de Seul fechou o pregão com o índice Kospi subindo 4,91 pontos (0,28%), para 1.736,18, enquanto o índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 6,29 (0,87%), até 727,88. A Bolsa de Valores de Hong Kong fechou com o índice referencial Hang Seng subindo 133,72 pontos (0,62%), até 21.729,35.  Injeção de recursos Nesta terça-feira, o Banco Central japonês injetou ¥ 800 bilhões (US$ 6,950 bilhões) no sistema financeiro para amenizar os problemas de falta de liquidez derivados da crise. É a quarta intervenção consecutiva da autoridade monetária japonesa e a sexta nos últimos 12 dias. O Banco do Japão resolveu injetar mais dinheiro no mercado depois que as taxas de juros ultrapassaram um pouco o nível considerado ideal, de 0,5%. Nas últimas duas semanas, o banco central japonês injetou US$ 43,470 bilhões no sistema financeiro. O objetivo dessas intervenções tem sido dissipar as crescentes dúvidas dos investidores quanto à liquidez dos mercados internacionais, as quais surgiram com a crise no mercado de crédito americano. Abertura das bolsas A Bolsa de Tóquio abriu em alta de 0,38% no índice Nikkei, alcançando 15.792,92 pontos. Já o indicador Topix subiu 0,79%, para 1.535,62. O dólar abriu em baixa no mercado de Tóquio, cotado a ¥ 114,75, frente aos ¥ 115,28 de segunda-feira. O euro seguiu o mesmo rumo e era negociado a ¥ 154,59 e a US$ 1,3470, frente às cotações de ¥ 155,66 e de US$ 1,35 do último fechamento. Outras bolsas asiáticas também abriram em alta. A Bolsa de Hong Kong registrou uma alta de 632,61 pontos (2,93%), para 22.228,24, na abertura do pregão. A de Manila abriu em alta de 4,68%. O índice KLCI da Bolsa de Kuala Lumpur subiu 4,22 pontos (0,34%), para 1.247,61, na abertura do pregão. O índice SET da Bolsa de Valores de Bangcoc subiu 4,48 pontos (0,56%), para 796,50.  As bolsas de Cingapura e Jacarta não acompanharam a tendência das outras e abriram em baixa. O índice Straits Times de Cingapura registrou queda de 1,66 ponto (0,05%), para 3.320,72. E o índice JCI de Jacarta caiu 0,61 ponto (0,03%), para 2.040,97.

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