Bolsas dos EUA avançam, mas fraco volume é sinal de alerta

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta nesta segunda-feira, com as últimas notícias sobre os esforços para reduzir a dívida da Grécia ajudando a atrair compradores para o mercado.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

20 de junho de 2011 | 18h02

O índice Standard and Poor's 500 atingiu um nível de suporte técnico, o que também abriu espaço para alguma recuperação. Mas o reduzido volume de negócios sinalizou que a recente fraqueza do mercado pode ainda não ter se esgotado.

O Dow Jones avançou 0,63 por cento, a 12.080 pontos. O Standard & Poor's 500 teve ganho de 0,54 por cento, a 1.278 pontos. O Nasdaq teve valorização de 0,50 por cento, a 2.629 pontos no fechamento.

O mercado se recuperou das perdas do início da sessão, quando o S&P 500 caminhava para os 1.259 pontos, sua média móvel de 200 dias. Essa média é vista frequentemente como um marco para se determinar a direção do mercado. Um recuo para abaixo desse patamar seria o primeiro desde setembro de 2010.

"Quando você está no meio de uma tendência otimista, em vigor desde julho do ano passado --quando atingimos o fundo do poço--, acho que as pessoas teNdem a procurar oportunidades para comprar ações baratas", disse John Kosar, diretor de pesquisa da Asbury Research, em Chicago.

O avanço do mercado pode ter sido ligeiramente exagerado devido ao fraco giro financeiro. Apenas 5,66 bilhões de papéis foram negociadas na Bolsa de Nova York, na Nasdaq e na NYSE Amex, em comparação com uma média diária de 7,58 bilhões de papéis.

Do noticiário vindo da Europa, os ministros de Finanças da zona do euro deram à Grécia duas semanas a partir de segunda-feira para a aprovação de medidas de austeridade mais duras em troca de 12 bilhões de euros em empréstimos de emergência, aumentando a pressão sobre Atenas para que o país ponha suas finanças em ordem .

Apesar da melhora do cenário, o setor financeiro teve o pior desempenho do S&P 500. O segmento ficou sob pressão após o Citigroup cortar os preços-alvo das ações de uma série de bancos, incluindo Goldman Sachs, citando um duro ambiente regulatório.

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