Bolsas dos EUA caem à mínima em um mês com temor de dívida na Europa

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam nesta segunda-feira no menor patamar em um mês, sinalizando crescentes dúvidas sobre se o mercado de ações pode resistir à recente fraqueza na indústria e na demanda globais.

RODRIGO CAM, REUTERS

23 de maio de 2011 | 18h05

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 1,05 por cento, para 12.381 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,58 por cento, para 2.758 pontos. O índice Standard & Poor's 500 perdeu 1,19 por cento, para 1.317 pontos.

Ações ligadas aos setores industrial, de energia e de tecnologia, bastante sensíveis ao crescimento, estiveram entre as de pior performance no dia. Fracos dados manufatureiros vindos de Alemanha e China surpreenderam os mercados e deram argumentos para que investidores reduzissem exposição nesses segmentos.

A fabricante de maquinário pesado Caterpillar, listada no Dow Jones, caiu 2,3 por cento, enquanto o índice industrial do S&P recuou 1,4 por cento e o para tecnologia da informação declinou 1,5 por cento.

O principal motivo para a queda do mercado é "uma combinação de esfriamento na economia global e um aumento no risco vindo da Europa", de acordo com Paul Zemsky, chefe de alocação de ativos do ING, em Nova York.

"O rebaixamento da Grécia na sexta-feira, alertas de que outros países podem ser cortados... temos exatamente um coquetel de notícias negativas aqui."

Os papéis da Coca-Cola perderam 1,2 por cento, e a fabricante de equipamentos Joy Global caiu 3,1 por cento.

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