Bolsas dos EUA pausam quedas, mas dificuldades permanecem

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta nesta quarta-feira, quebrando uma sequência de três dias de perdas graças à recuperação nos preços de commodities e a fortes resultados da Dell.

EDWARD KRUDY, REUTERS

18 de maio de 2011 | 18h20

Porém, investidores afirmaram que o mercado continua enfrentando dificuldades.

O Dow Jones subiu 0,65 por cento, para 12.560 pontos. O Standard & Poor's teve valorização de 0,88 por cento, para 1.340 pontos. O Nasdaq teve ganho de 1,14 por cento, para 2.815 pontos.

O repique desta quarta-feira deu uma trégua na onda de vendas que levou o S&P 500 a cair quase 2 por cento neste mês, com dados econômicos fracos deixando investidores na defensiva.

"Estamos vendo o mercado voltar à trajetória positiva. Será sustentável? Essa será a pergunta de um milhão de dólares", disse David Lutz, diretor geral de operações da Stifel Nicolaus Capital Markets, em Baltimore.

O mercado acionário estava recuando em linha com fortes quedas nas commodities, o que fez investidores conterem suas apostas mais arriscadas. Alguns acreditam que o fato aponta para uma correção sustentável, mas o movimento desta quarta-feira mostra que gestores de fundos estão propensos a comprar ações em momentos de queda.

Os futuros de petróleo nos Estados Unidos terminram em alta superior a 3 por cento, com o barril cotado acima dos 100 dólares depois da informação de que os estoques do óleo caíram inesperadamente.

Os papéis da Chevron subiram 2,4 por cento e deram um dos maiores impulsos ao Dow Jones.

As ações da Dell saltaram 5,4 por cento, após a fabricante de PCs reportar na noite da véspera resultado trimestral que superou as expectativas do mercado. A companhia também elevou sua previsão de lucro operacional para o ano fiscal de 2012.

"O rali foi ditado pelas matérias-primas, algo ligado a uma recuperação em alguns dos preços das commodities", disse Nick Kalivas, analista da MF Global em Chicago. Segundo ele, "o balanço" veio forte e reavivou o setor de tecnologia".

Lutz acrescentou que os desdobramentos da crise da dívida na Europa nos próximos dias podem determinar a direção do mercado, ao mesmo tempo em que importantes autoridades da União Europeia discutem uma possível reestruturação da dívida grega.

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