Bolsas dos EUA sobem cerca de 3% amparadas por Europa

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta de cerca de 3 por cento nesta quinta-feira, depois que um acordo entre líderes europeus para conter a crise da dívida na região, que já dura dois anos, tirou uma nuvem de cima dos mercados.

RYAN VLASTELICA, REUTERS

27 de outubro de 2011 | 19h02

O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, avançou 2,86 por cento, para 12.208 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 3,32 por cento, para 2.738 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 3,43 por cento, para 1.284 pontos.

O otimismo de que haveria um acordo para evitar o espalhamento de uma turbulência financeira alimentou a recuperação do mercado em outubro. O S&P 500 acumula alta de mais de 13 por cento neste mês, a caminho de seu maior ganho mensal desde outubro de 1974.

Mas alguns operadores disseram que a implementação do acordo terá grandes desafios, observando que o maior foco de preocupação são os detalhes.

Depois de mais de oito horas de negociações, chefes de Estado europeus, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e banqueiros selaram um acordo que prevê também uma recapitalização de concessores de empréstimos europeus fortemente abalados e uma alavancagem do fundo de resgate do bloco, cujo poder de fogo poderia chegar a 1,4 trilhão de dólares.

O acordo inclui a redução nominal de investimentos do setor privado em bônus gregos, embora decisões sobre a forma de recapitalizar bancos europeus e aumentar o fundo de resgate da União Europeia (UE) não tenham sido finalizadas.

"As pessoas tinham expectativas limitadas de que a liderança pudesse fazer algo decisivo e, se o mercado estiver correto, isso muda muito as coisas e se provará positivo para o mercado com o tempo", disse Robert Schaeffer, gerente de fundos na Becker Capital Management, no Oregon.

Os ganhos do dia levantaram o S&P 500 acima de sua média móvel de 200 dias pela primeira vez desde o início de agosto, sinal de uma tendência de melhora para ações após cinco meses seguidos de perdas.

Números fortes sobre a economia norte-americana também respaldaram o otimismo. O Produto Interno Bruto dos EUA subiu a uma taxa anualizada de 2,5 por cento no terceiro trimestre, marcando uma aceleração ante o crescimento de 1,3 por cento registrado no período entre abril e junho.

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHAATUALIZA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.