Bolsas norte-americanas caem com dúvida sobre dívida dos EUA

O mercado acionário norte-americano teve seu pior desempenho em oito semanas nesta quarta-feira, golpeado por fracos lucros corporativos, dados mornos sobre a economia e pela falta de uma solução para o impasse da dívida dos Estados Unidos.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

27 de julho de 2011 | 18h11

O Dow Jones recuou 1,59 por cento, a 12.302 pontos. O Standard & Poor's 500 cedeu 2,03 por cento, a 1.304 pontos. O Nasdaq teve desvalorização de 2,65 por cento, a 2.764 pontos.

O debate sobre o teto da dívida dos Estados Unidos recebeu grande atenção de investidores nesta semana com a aproximação do prazo de 2 de agosto para um acordo, mas ficou em segundo plano pela maior parte do dia à medida que o mercado reagiu a balanços corporativos desapontadores nos setores industrial e de tecnologia.

Um alerta de lucros da Juniper Networks provocou queda de 20,9 por cento no papel da empresa, golpeando o humor de investidores do setor de tecnologia, que figura entre os mais fortes dessa temporada de balanços. O componente de ações de tecnologia do S&P teve queda de 3 por cento.

Um comunicado da Casa Branca afirmando que o governo ficará sem garantia de que pagará as dívidas caso o teto do déficit não seja elevado no prazo incrementou o movimento da ala vendedora.

O índice de teconlogia S&P recuou quase 3 por cento nesta semana com o impasse sobre a dívida.

"Não estamos investindo novos capitais. Estamos nos contendo para não fazer quaisquer compras nos últimos dias", disse Eric Kuby, vice-presidente de investimentos da North Star Investment Management, em Chicago.

O giro financeiro do pregão aumentou com a ampliação do movimento de venda, sinal de uma convicção fraca da parte de investidores.

Pesaram ainda no mercado indicadores econômicos fracos. Novos pedidos por bens industriais duráveis caíram inesperadamente em junho, e um indicador dos planos de gastos corporativos recuou.

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.