Bombardier cortará produção de jatos regionais

A Bombardier cortará a partir de janeiro a produção da família de aviões comerciais regionais CRJ, diante da demora das companhias aéreas em fazerem encomendas por causa das incertezas econômicas.

REUTERS

20 de setembro de 2011 | 13h46

Maior concorrente da brasileira Embraer na produção de aviões regionais, a companhia canadense disse que não fará demissões e que planeja transferir para outros programas cerca de 350 empregados que trabalham na fabricação de aviões de 60 a 99 assentos.

"As mudanças em nossa produção refletem as atuais condições econômicas e uma desaceleração nos pedidos pelo CRJ", afirmou o porta-voz da Bombarbier John Arnone.

A Bombardier ainda planeja entregar cerca de 90 desses aviões em 2011, como previsto, e divulgará as metas de entregas para 2012 após o fim do ano fiscal em 31 de janeiro de 2012.

A companhia com sede em Montreal, também fabricante de trens, tinha afirmado em agosto que havia o risco de cortar a produção se os pedidos pelo CRJ não aumentassem.

"Isso reflete uma incerteza generalizada na aviação sobre para que direção a economia está indo não só no Canadá ou no Estados Unidos, mas no mundo todo", disse o analista independente Robert Kokonis.

A divisão aeroespacial da Bombardier também fabrica jatos executivos e aviões turboélices. Atualmente trabalha no C-Series, nova família de jatos de longo alcance com 100 a 149 lugares e que marca a entrada da Bombardier no mercado dominado por Airbus e Boeing. O C-Series deve chegar ao mercado em 2013.

"O segmento de aviões regionais ficou proporcionalmente menor, e provavelmente ficou ainda menor em termos de rentabilidade para a companhia", disse o analista David Tyerman.

(Por John McCrank)

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