Adriana Zehbrauskas|NYT
Adriana Zehbrauskas|NYT

Bombardier vai cortar 5 mil empregos

Fabricante de aviões também informou que vai vender duas de suas linhas de negócios

Reuters

09 Novembro 2018 | 04h00

A fabricante de aviões Bombardier informou que vai vender duas de suas linhas de negócios, por US$ 900 milhões, e que cortará cerca de 5 mil postos de trabalho. As decisões fazem parte de um programa de redução de custos. As unidades de turboélice e de treinamento foram vendidas, respectivamente, para a Longview Aviation Capital e para a CAE.

O corte de vagas, equivalente a 7% da força de trabalho, deverão representar uma economia de US$ 250 milhões para a companhia. Outras mudanças deverão otimizar processos de produção e gerenciamento, reduzindo níveis hierárquicos. Esse processo de redução de custos deve se estender até 2021.

No terceiro trimestre, a Bombardier registrou um lucro de US$ 149 milhões, um aumento de quase 50% ante o resultado do mesmo período de 2017.

Transformação

A Bombardier está no meio de um programa de reestruturação que visa a aumentar a receita e o lucro. No início do ano, vendeu uma participação majoritária de seu jato CSeries – dedicado à aviação regional, que concorre com os modelos da Embraer – para a franco-alemã Airbus. A brasileira está prestes a fechar um acordo com a Boeing, também focado na área de jatos comerciais. 

Sob a gestão de Alain Bellemare, a empresa cortou milhares de empregos em 2016, embora tenha contratado funcionários para programas, como o jato comercial Global 7500. Bellemare busca a redução da dívida líquida da Bombardier, que hoje está em cerca de US$ 9 bilhões.

A empresa também anunciou mudanças em suas operações comerciais, incluindo a redistribuição de sua equipe central de engenharia aeroespacial e a criação de uma nova equipe encarregada de aplicar o conhecimento aeroespacial ao negócio de transporte ferroviário.

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