Bombardier vence disputa comercial nos EUA

Bombardier vence disputa comercial nos EUA

Comissão de Comércio rejeitou acusação da Boeing de que empresa canadense teria recebido subsídio para operar

Reuters e Dow Jones Newswires

27 de janeiro de 2018 | 05h00

A canadense Bombardier venceu ontem uma disputa comercial contra a norte-americana Boeing, depois de uma agência reguladora dos Estados Unidos rejeitar o pedido de aplicar tarifas maiores sobre as vendas do jato CSeries, da Bombardier, a empresas aéreas dos Estados Unidos. 

O caso se referia a uma aquisição feita pela Delta Airlines. Na esteira do resultado, as ações da Bombardier subiram 15% ontem, enquanto os papéis da Boeing tiveram ligeira queda.

A Comissão de Comércio Internacional dos EUA rejeitou, por unanimidade, os argumentos da Boeing. O órgão também descartou uma recomendação do Departamento de Comércio para cobrar um tarifa de quase 300% sobre as vendas de aeronaves com 110 a 130 assentos por cinco anos.

O polêmico caso também teria afetado a Embraer, maior rival da Bombardier no mercado de aeronaves de médio porte. A brasileira reiterou sua posição de que a Bombardier e suas aeronaves CSeries foram fortemente subsidiadas pelo governo canadense.

“Esses subsídios maciços não só permitiram que a Bombardier sobrevivesse, mas também que a empresa oferecesse suas aeronaves a preços artificialmente baixos, distorcendo todo o mercado global de aeronaves comerciais”, disse a Embraer, em comunicado.

Reação. A decisão surpreendeu parte do mercado. Esperava-se que a Comissão nos EUA decidisse a favor da Boeing. A Comissão não deu uma explicação para sua decisão.

Em comunicado, a Bombardier chamou a decisão de uma “vitória para a inovação, a concorrência e o estado de direito”, e uma vitória para as companhias aéreas dos Estados Unidos e para os passageiros.

A Boeing disse que estava decepcionada pelo fato de a comissão não reconhecer o prejuízo que a Boeing sofreu com os bilhões de dólares em subsídios ilegais que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos detectou que foram repassados à Bombardier.

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