Bônus aumentam 17% em Wall Street em 2009, para US$ 20,3 bi

Em 2008, os bônus somaram US$ 17,4 bilhões, em meio ao prejuízo de US$ 42,6 bilhões registrado pelo setor

Marcílio Souza, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 13h16

Com a recuperação das empresas do setor financeiro no ano passado, os bônus pagos aos empregados do setor na cidade de Nova York subiram quase 17%, para US$ 20,3 bilhões no ano passado, de acordo com um relatório da controladora do Estado de Nova York.

 

Em 2008, os bônus somaram US$ 17,4 bilhões, em meio ao prejuízo de US$ 42,6 bilhões registrado pelo setor. O dado de 2008 representou uma queda de 47% em relação ao valor pago em 2007, quando os empregados receberam US$ 32,9 bilhões.

 

O aumento de 17% das compensações e benefícios, que em média foram de 40% da receita líquida das empresas em 2009, veio em linha com as expectativas. Uma análise feita pelo Wall Street Journal em janeiro projetou um aumento de 18% dos bônus. Algumas empresas de Wall Street, curvando-se à pressão pública, reduziram o valor de seus bônus.

 

O valor do bônus médio pago em 2009 aumentou para US$ 124.850, comparado com os US$ 112 mil de 2008, disse o responsável pela controladoria, Thomas DiNapoli. A compensação média total dos maiores bancos de investimento, como Goldman Sachs e JPMorgan Chase, aumentou 31%.

 

No início deste mês, o Goldman Sachs anunciou que seu chairman e executivo-chefe, Lloyd Blankfein, receberá US$ 9 milhões em bônus referentes a 2009, totalmente em ações. O montante é muito inferior aos US$ 68,5 milhões recebidos em 2007 e se soma ao salário base de 600 mil por ano pago ao executivo.

 

O chairman e executivo-chefe do JPMorgan, Jamie Dimon, receberá US$ 17 milhões em bônus, mas não em dinheiro. As informações são da Dow Jones.

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