Bônus da Argentina voltam a subir à espera da nova política econômica

Muitos analistas políticos esperavam que Kirchner concorresse à presidência da Argentina nas eleições de outubro de 2011

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 14h25

Após permanecerem fechados na quarta-feira em razão da realização do censo, os mercados da Argentina apresentavam um tom positivo nesta quinta-feira, 28, com alta nos preços dos bônus e das ações em meio a expectativas de que o país estará mais aberto a políticas econômicas favoráveis ao setor financeiro após a morte do ex-presidente argentino, Néstor Kirchner, nesta quarta-feira.

Às 14h12 (de Brasília), o índice de ações Merval, da Bolsa de Buenos Aires, operava em alta de 1,65%, a 2.968,63 pontos.

No mercado de bônus, por volta das 13h45 (de Brasília), o principal título da dívida da Argentina denominado em pesos, com vencimento em 2033, tinha alta de 10,1% nos preços, cotado a 175,5 pesos, com yield de 7,64%. O Global 2017, emitido em junho como parte de um swap da dívida com os detentores de títulos argentinos em default subia 1,2%, para 420 pesos, com yield de 8,43%.

Kirchner, que foi presidente de maio de 2003 a dezembro de 2007, faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, na província de Santa Cruz. Ele tinha 60 anos e era marido da atual presidente argentina, Cristina Kirchner. Acreditava-se que Néstor Kirchner desempenhava um papel ativo na formulação das políticas econômicas do atual governo argentino, caracterizadas pela elevada intervenção estatal na economia.

Muitos analistas políticos esperavam que Kirchner concorresse à presidência da Argentina nas eleições de outubro de 2011.

As informações são da Dow Jones. 

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