BP vende 4 campos no Golfo do México por US$ 650 mi

A British Petroleum (BP) anunciou hoje a venda de quatro campos de petróleo e gás em águas profundas no Golfo do México à japonesa Marubeni Oil and Gas, por US$ 650 milhões. Em comunicado, a petroleira britânica afirmou que a venda dos ativos será completada no início de 2011. A Marubeni Oil and Gas é uma unidade da japonesa Marubeni Corp.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

25 de outubro de 2010 | 13h35

A venda dos campos é parte de um amplo programa iniciado pela BP para reforçar sua posição financeira para lidar com as efeitos do vazamento de petróleo no Golfo do México em abril. A BP comprou as participações nos campos de Magnolia, Merganser, Nansen e Zia da Devon Energy no início deste ano. A produção líquida da companhia nesses campos é de cerca de 15 mil barris de petróleo equivalente por dia. Segundo a petroleira, os quatro campos "não se enquadraram muito bem com o resto de seus negócios na região".

A Marubeni disse em comunicado que espera completar o negócio no início do ano que vem, a menos que um parceiro existente nos quatro campos exerça seu direito de prioridade de compra. Depois da aquisição, a produção da Marubeni aumentará para cerca de 50 mil barris por dia de petróleo bruto equivalente, dos 35 mil barris por dia produzidos atualmente, afirmou uma porta-voz da companhia. Por enquanto, a Marubeni não tem planos de comprar mais ativos da BP.

Embora a BP tenha anunciado a venda dos ativos, o novo executivo-chefe da companhia, Robert Dudley, garantiu que a petroleira não vai desistir de seus negócios nos EUA e que deverá manter a perfuração de petróleo em águas profundas no Golfo do México, apesar dos danos, provocados pelo derramamento de óleo, a sua reputação.

Numa forte defesa da resposta da BP ao vazamento de petróleo e da capacidade da companhia para perfurar com segurança no Golfo do México no futuro, Dudley acusou os meios de comunicação de difundirem o temor e iniciarem uma "tempestade política" que ameaçou "a própria existência da nossa empresa". "Não me tornei presidente-executivo da BP para afastar a companhia dos EUA. A BP não deixará a América", disse Dudley, na conferência anual da Confederação da Indústria Britânica, em Londres. "Há muito em jogo, tanto para a BP, quanto para os EUA."

O relacionamento da BP com as autoridades norte-americanas já começou a melhorar, declarou o executivo. "A escala da nossa resposta, muito além das exigências legais, não passou despercebida", completou Dudley. As informações são da Dow Jones.

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