BP vende quatro campos no Golfo do México à Marubeni por US$ 650 mi

Companhia afirmou que a venda dos ativos será completada no início de 2011

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

25 de outubro de 2010 | 11h09

A petroleira britânica BP anunciou a venda de quatro campos de petróleo e gás em águas profundas no Golfo do México à japonesa Marubeni Oil and Gas por US$ 650 milhões. Às 10h10 (de Brasília), as ações da companhia registravam alta de 0,47% na Bolsa de Londres.

Em comunicado, a BP afirmou que a venda dos ativos será completada no início de 2011. A Marubeni Oil and Gas é uma unidade da japonesa Marubeni Corp.

A venda dos campos é parte de um amplo programa iniciado pela BP para reforçar sua posição financeira para lidar com as consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México em abril.

A BP comprou as participações nos campos de Magnolia, Merganser, Nansen e Zia da Devon Energy no início deste ano. A produção líquida da companhia nesses campos é de cerca de 15 mil barris de petróleo equivalente por dia. Segundo a petroleira, os quatro campos "não se enquadraram muito bem com o resto de seus negócios na região".

A Marubeni disse num comunicado que espera completar o negócio no início do ano que vem, a menos que um parceiro existente dos quatro campos exerça seu direito de prioridade de compra.

Depois da aquisição, a produção da Marubeni aumentará para cerca de 50 mil barris por dia de petróleo bruto equivalente, dos 35 mil barris por dia produzidos atualmente, afirmou uma porta-voz da companhia. Segundo ela, a Marubeni não tem planos de comprar mais ativos da BP por enquanto.

Embora a BP tenha anunciado a venda dos ativos, o novo executivo-chefe da companhia, Robert Dudley, garantiu que a petroleira não vai desistir de seus negócios nos EUA e que deverá manter a perfuração de petróleo em águas profundas no Golfo do México, apesar dos danos provocados pelo derramamento de óleo à sua reputação.

Numa forte defesa da resposta da BP ao vazamento de petróleo e da capacidade da companhia para perfurar com segurança no Golfo do México no futuro, Duda também acusou os meios de comunicação por difundirem o temor e iniciarem uma "tempestade política" que "ameaçaram a própria existência da nossa empresa".

Eu não me tornei presidente-executivo da BP para afastar a companhia dos EUA. A BP não deixará a América", disse Dudley, na conferência anual da Confederação da Indústria Britânica, em Londres. "Há muito em jogo, tanto para a BP, quanto para os EUA."

O relacionamento da BP com as autoridades norte-americanas já começou a melhorar, declarou o executivo. "A escala da nossa resposta, muito além das exigências legais, não passou despercebida", disse Dudley.

As informações são da Dow Jones. 

Tudo o que sabemos sobre:
petróleoBPgás

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.