Bradesco, BB e Cielo miram R$ 2,5 bi com nova empresa

A Stelo, empresa que o Bradesco e o Banco do Brasil lançaram, via sua controlada Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), para atuar nos meios eletrônicos de pagamentos espera alcançar R$ 2,5 bilhões em transações no mundo online até 2016. A informação é de Marcelo Noronha, diretor executivo do Bradesco. Até lá, essas instituições esperam ter ao menos quatro milhões de usuários, conforme o executivo.

ALINE BRONZATI E LUANA PAVANI, Agencia Estado

16 de abril de 2014 | 11h57

"O lançamento da empresa mostra que vamos continuar investindo no segmento de meios de pagamentos e aumentar a competição no mundo e-commerce, cuja expectativa é alcançar R$ 74 bilhões até 2016", diz Noronha, em entrevista ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado.

A nova operação, que será presidida por Ronaldo Varela, que integrava a CBSS, atuará como facilitadora para pagamentos online e carteira digital, tanto para o mundo físico quanto para o comércio eletrônico. A fase de testes operacionais contará com cerca de 200 mil usuários potenciais.

Segundo Noronha, a empresa, cujo lançamento foi antecipado na terça-feira, 15, pelo Broadcast, aguarda autorizações para iniciar sua fase comercial já no segundo semestre deste ano, oferecendo produtos para estabelecimentos e consumidores, aceitando diversos meios de pagamentos, inclusive cartões de crédito, débito e pré-pagos emitidos no Brasil. Foram dois anos de desenvolvimento, conforme ele, guardados sob sigilo.

A participação da Cielo na Stelo, que deve ser de até 30%, conforme o diretor do Bradesco, está sujeita a aprovação das autoridades regulatórias. A empresa assinou com Bradesco e BB, seus acionistas controladores, memorando de entendimentos a respeito de sua fatia na nova empresa.

"Com tal investimento, a Cielo visa consolidar sua posição no comércio eletrônico", informa a companhia em nota, lembrando que já atua com plataforma própria e também a Braspag. "Além disso, a Cielo passará a participar, via Stelo, do negócio de carteiras digitais, cuja penetração deve aumentar com a maior adoção de smartphones e desenvolvimento de aplicativos cada vez mais amigáveis."

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