Bradesco faz acordo com Banco de Chile para atrair clientes

Segundo superintendente da Bradesco Asset Management, Brasil receberá cerca de US$ 3 bi em investimento

Silvia Fregoni, da Agência Estado,

02 de outubro de 2007 | 17h17

O Bradesco fechou, na segunda-feira, 1.º, acordo operacional com o Banco de Chile - a principal instituição financeira de capital chileno - na área de administração de recursos. Por meio da aliança, a Bradesco Asset Management (Bram) e a Banchile Inversiones desenvolverão em conjunto produtos de investimentos e oferecerão oportunidades de negócios no Brasil para investidores dos dois países. Segundo o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, os fundos de pensão chilenos, por exemplo, terão possibilidade de aplicar recursos aqui por meio da Bram. "A Banchile captará os recursos e os enviará à Bram, que fará a gestão do dinheiro", explicou. Ainda segundo Cypriano, a aliança não envolve dinheiro nem troca de ações. "É um acordo operacional em que se divide os fees (receitas)". Para o diretor superintendente da Bram, Robert John van Dijk, o acordo decorre do desenvolvimento dos mercados brasileiro e chileno. Recentemente, os fundos de pensão chilenos, que administram US$ 104 bilhões em recursos, receberam autorização do Congresso para aumentar o limite de investimentos no exterior, de 30% para 45%, até junho de 2008. Esse aumento representará um incremento potencial de US$ 15 bilhões em investimentos no exterior. Hoje, US$ 2 bilhões são destinados ao Brasil. "Com a mudança, pelo menos mais US$ 1 bilhão deve vir para o País", afirmou o diretor da Bram. Também houve uma mudança na regulação brasileira. "Há pouco tempo, só era permitido aos fundos nacionais investir localmente. Agora, os órgãos normativos autorizam um porcentual de investimento, ainda limitado, no exterior. Foi um primeiro passo importante", disse van Dijk. O Banco de Chile é uma instituição de varejo líder no mercado de fundos, com participação de 25% nesse segmento. A Banchile é a empresa de administração de recursos da instituição, com ativos de US$ 11 bilhões. A Bram, por sua vez, é a empresa de gestão do Bradesco e administra US$ 73 bilhões.

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